Indústria Americanos da Chartwell falham OPA sobre 8% da Cipan

Americanos da Chartwell falham OPA sobre 8% da Cipan

A Chartwell quis adquirir 8% da Cipan, que juntaria aos 2% nas suas mãos. Mas a OPA só era eficaz se ultrapassasse, no total, a barreira dos 10%. Não conseguiu. A oferta caiu, mas continua a correr a segunda OPA, da Lusosuan.
Americanos da Chartwell falham OPA sobre 8% da Cipan
Diogo Cavaleiro 29 de junho de 2017 às 17:20

Os americanos da Chartwell Pharmaceuticals não conseguiram comprar 8% do capital do laboratório Cipan. A oferta pública de aquisição (OPA) lançada falhou. "Não foi atingida a condição de eficácia prevista na oferta", conclui a Euronext Lisbon esta quinta-feira, 29 de Junho, um dia depois do fim da operação. Continua, contudo, a correr a segunda OPA até 11 de Julho.

 

A Chartwell, detida por Jack Goldenberg, lançou no ano passado uma oferta de compra de uma posição de cerca de 8% da Cipan, onde já detinha 2%. Ou seja, estavam 2 milhões de acções sob a OPA, ou 8,18% do capital da empresa.

Na operação, apenas foram compradas 1,57 milhões de títulos, ou 6,42%. Ao todo, a empresa da indústria farmacêutica só conseguiu 8,42%. Para que a OPA fosse bem-sucedida, era necessário que a participação global fosse superior a 10,1%. Não aconteceu. A OPA caiu, apesar de estarem a ser prometidos 45 cêntimos por acção – acima dos 16 cêntimos que estão a ser pagos na segunda oferta que está a decorrer sobre a Cipan.

 

A oferta americana foi anunciada antes de a Atral-Cipan ter vendido os 85% que tinha no laboratório sediado em Vila Franca de Xira aos espanhóis da Suanfarma. Depois disso, a Chartwell até quis retirar a oferta, já que os espanhóis passavam a controlar a empresa, mas a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários recusou. A OPA, intermediada pelo CaixaBI, foi registada e executada, mas acabou por não ser eficaz, pelo que falhou.

 

Já a segunda OPA é a da Suanfarma que, através da Lusosuan, teve de lançar, obrigatoriamente, a oferta sobre os 15% do capital da Cipan que não detém. Esta operação está a ser feita a 16 cêntimos por acção, ou seja, um preço praticamente três vezes inferior ao dos americanos. A oferta estende-se até 11 de Julho. 




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Anónimo Há 2 semanas

Não dá para entender o falhanço desta OPA.Estou para ver qual o resultado da outra OPA.Espero bem que quem não quis vender nesta OPA a 0.45 vá vender agora a 0.16.Mas isto é o mercado a funcionar, pois, pois.

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