União Europeia Antigo líder do banco central inglês defende "hard Brexit"

Antigo líder do banco central inglês defende "hard Brexit"

Para Mervyn King, o Reino Unido terá "reais oportunidades" para encetar reformas económicas e novos acordos comerciais assim que se concretize a saída da UE. O ex-governador do Banco de Inglaterra defende mesmo a chamada "saída dura" do projecto europeu.
Antigo líder do banco central inglês defende "hard Brexit"
Reuters
Negócios 26 de dezembro de 2016 às 14:30

Em entrevista concedida esta segunda-feira, 26 de Dezembro, à BBC, Mervyn King defendeu que o Reino Unido ficará a ganhar com a saída da União Europeia (UE), acreditando mesmo que Londres deve adoptar um cenário de "hard Brexit" para concretizar a desvinculação relativamente ao projecto europeu.

 

O antigo governador do Banco de Inglaterra considera que existem "reais oportunidades" para o Reino Unido encetar reformas económicas e negociar novos acordos comerciais positivos para o país. E sugere ainda que será economicamente positivo para o Reino Unido abandonar totalmente o mercado único europeu.

 

"Não considero que faça sentido para nós (Reino Unido) fazermos de conta que deveríamos permanecer no mercado único", afirmou Mervyn King que defende que tal possibilidade dificultaria o trabalho de Londres no que concerne à negociação de novos acordos comerciais.

 

E mesmo assumindo "os desafios que enfrentamos", que não devem ser escondidos, o antigo líder do banco central inglês garante que Londres tem de saber "agarrar as reais oportunidades" decorrentes do Brexit.

 

"Ficar fora daquilo que é uma União Europeia realmente mal-sucedida, particularmente no sentido económico – dá-nos oportunidades assim como cria óbvias dificuldades políticas", explicou King que chega mesmo a afirmar que a opção por uma "saída dura" (o chamado "hard Brexit") não é assim tão negativa para o país. 



A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Rapaz 26.12.2016

Deixai sair o Reino Unido da UE! Estes Senhores, nunca estiveram verdadeiramente envolvidos com o projeto da UE, tem a mesma visão do BE e o PCP!É uma oportunidade para Portugal. Só espero que Portugal se livre em 2017 da GERINGONÇA e do MARCELO filhos & irmãos S.A, e estreite os laços com uma UE e que enfrente os enormes desafios que serão desenvolvidos em 2017, com a guerra comercial que se aproxima! As matérias primas UPA UPA. Bom ano e Estejam atentos.

comentários mais recentes
Jose 26.12.2016

Portugal é um país subsidio-dependente da UE. A Grã-Bretanha é o segundo contribuinte para a UE. Ou seja, os pobres como Portugal, vão ter menos subsídios.

ChinesShangai 26.12.2016

A City vao afundar e não é o Tamisa que o vai fazer é o papão financeiro, enfim, há Ingleses que pensam que estão nos saudosos anos 50;60;70 e 80, a bomba vai-lhes rebentar nas mãos, quando souberem que para competiram sozinhos o povo Inglês tem que aprender a viver com metade do actual rendimento.

pertinaz 26.12.2016

CONCORDO

SAIAM RÁPIDAMENTE E DE VEZ

Anónimo 26.12.2016

Duma coisa ele tem razao:duma galinha careca nao se lhe arrancam penas,e parte dos perifericos nem pele tem.Finalmente comeca-se a perceber o jogo inevitavel:os paises vao regressar ao tempo de cancelas fechadas(fronteiras)A Inglat.,America,Australia ja fechou ha muito,e muitos europeus v seg.os ing

ver mais comentários
pub