Emprego António Costa assume que Portugal discorda de Bruxelas sobre legislação laboral

António Costa assume que Portugal discorda de Bruxelas sobre legislação laboral

O primeiro-ministro, António Costa, assumiu hoje, em Madrid, que Portugal "não partilha" o ponto de vista da Comissão Europeia, que aconselha o país a reduzir o "excesso de protecção" dos trabalhadores nos quadros, contratos permanentes ou efectivos.
António Costa assume que Portugal discorda de Bruxelas sobre legislação laboral
Lusa
Lusa 06 de fevereiro de 2018 às 21:39

"Não é um ponto de vista que nós partilhemos com a Comissão" [Europeia], disse António Costa aos jornalistas, à margem da sessão inaugural de uma exposição sobre o poeta Fernando Pessoa no museu Rainha Sofia, na capital espanhola.

 

A Comissão Europeia continua a pressionar Portugal e Espanha para reduzirem o "excesso de protecção" dos trabalhadores nos quadros, contratos permanentes ou efectivos.

 

"Há espaço para ir mais longe em reformas que reduzam a protecção laboral excessiva nos contratos permanentes em países como Portugal e Espanha", de acordo com num estudo da Direcção-Geral para os Assuntos Económicos e Financeiros, hoje divulgado pelo DN.

 

Para o primeiro-ministro, a legislação laboral portuguesa "tem revelado um bom comportamento e a melhor forma de demonstrar são os números que têm saído relativamente ao desemprego", que passou de 12,6% há dois anos para os atuais cerca de 8%.

 

"Tem-se demonstrado que a legislação laboral não é um entrave ao crescimento do emprego", insistiu António Costa, acrescentando que o aumento em 15 % do salário mínimo nacional nos últimos três anos "também não foi um entrave ao crescimento do emprego".

 

O chefe do Governo sublinhou que "as empresas têm vindo a perceber" que se querem ter mão-de-obra qualificada "têm de investir na formação e não podem ter emprego assente na precariedade".

 

"Essa ideia de que nós seremos mais produtivos e mais competitivos esmagando a salários e destruindo direitos é uma ideia errada e não faz parte do mundo de hoje", disse António Costa, avançando que "o grande desígnio para este ano" é ter "melhor emprego" depois de o país já ter conseguido "mais emprego".

 




A sua opinião24
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 07.02.2018

O PS quer governar um Portugal mais pobre, atrasado e dependente do que os seus pares do mundo desenvolvido. É o socialismo lusitano.

comentários mais recentes
Anónimo 07.02.2018

Dinamarca e o chamado Modelo Nórdico que permite maximizar a criação de valor e minimizar a extracção daquele. Um Estado de Bem-Estar Social que existe acima de tudo para criar um mercado laboral verdadeiramente flexível e um mercado de capitais forte e dinâmico: "Denmark has the highest share of top performing companies in the EU in 2017. According to our Investment Report 2017/2018 for Demark, the country’s companies are outstanding also in another respect - nine out of ten have invested over the last financial year, making them the most investment-active businesses in the EU. Find out more:" eibis.eib.org/eibis-2017#!/denmark

Anónimo 07.02.2018

Se numa qualquer economia deixarem despedir colaboradores excedentários ou, por outras palavras, deixarem desalocar factor trabalho mal alocado por não ter procura real justificável face às reais condições de mercado ditadas pela racionalidade económica que interpreta e se adapta ás forças de oferta e procura de mercado e que conduz à criação de valor, e desde que o Estado de Bem-Estar Social garanta um mínimo de condições básicas de sobrevivência em dignidade, como já se faz até certo ponto em Portugal apesar de vários constrangimentos financeiros que se prendem precisamente com a sobrealocação de factor trabalho desnecessário que é em si mesmo um parasitário concorrente de peso perante o Estado de Bem-Estar Social fragilizado, os restantes mercados de factores produtivos e bens e serviços encarregar-se-ão de tornar toda a economia mais rica e mais desenvolvida com inegáveis ganhos e benefícios para toda a sociedade residente naquela economia. Este é o tão propalado "Modelo Nórdico".

Anónimo 07.02.2018

"We will gradually enter a time where having a lifetime employment based on tasks that are not justified will be less and less sustainable - we're actually already there." - Emmanuel Macron www.msn.com/en-gb/video/other/french-civil-servants-no-more-jobs-for-life/vi-AAeGlDD

Anónimo 07.02.2018

Deixa estar ó costa que quando isto der o estoiro outra vez voltam a baixar as calcinhas. Empregos para a vida só originam mediocridade, incompetência, conformismo e estagnação.

ver mais comentários
pub