Finanças Públicas António Costa confiante em défice abaixo de 1,4% e dívida inferior ao esperado

António Costa confiante em défice abaixo de 1,4% e dívida inferior ao esperado

Tendo ao seu lado o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, o primeiro-ministro manifestou-se também confiante de que, no final deste ano, o valor da dívida de Portugal será inferior às projecções iniciais.
António Costa confiante em défice abaixo de 1,4% e dívida inferior ao esperado
Lusa
Lusa 19 de dezembro de 2017 às 20:14

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou-se hoje confiante de que o défice de Portugal este ano vai ficar abaixo dos projectados 1,4%, num discurso em que defendeu que a mudança a operar em Portugal tem de ser "sustentável".

 

António Costa falava em São Bento, durante uma audiência concedida ao Conselho da Diáspora Portuguesa, depois de o presidente desta entidade, o empresário Filipe de Botton, se ter congratulado por Portugal estar "muito diferente hoje em comparação com 2013".

 

O primeiro-ministro discursou logo a seguir para reiterar a tese do empresário, começando por salientar a necessidade de Portugal "dar continuidade a uma mudança que seja sustentável".

 

"Portugal saiu este ano do Procedimento por Défice Excessivo [na União Europeia], duas agências de 'rating' tiraram o país do nível de lixo, temos melhores condições de financiamento [nos mercados], o investimento privado bateu recordes, o desemprego continua a descer e o défice será este ano mais baixo do que o valor inicialmente estimado pelo Governo, que era de 1,5%. Depois a meta passou para 1,4%, mas o défice vai ficar abaixo de 1,4%", declarou António Costa. 

 

Tendo ao seu lado o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, o primeiro-ministro manifestou-se também confiante de que, no final deste ano, o valor da dívida de Portugal será inferior às projecções iniciais.

 

Após o capítulo da economia, António Costa referiu-se a indicadores no campo social, citando dados do Observatório da Emigração, segundo os quais em 2016 saíram menos portugueses do país.

 

"Acredito que o número voltará a baixar em 2017, confirmando esta tendência", disse, deixando depois um recado ao sector empresarial nacional: "Temos de ter empregos devidamente qualificados".

 

Como principais desafios do país em termos de médio prazo, o primeiro-ministro apontou a necessidade de se concretizarem reformas estruturais como a da floresta e a das qualificações.

 

"Temos de ser capazes de responder aos desafios que o futuro nos coloca", justificou, numa intervenção em que elogiou a importância da acção das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

 

"Portugal sempre cresceu partindo. Temos de reforçar a capacidade de internacionalização do país", advogou, perante uma plateia de dezenas de membros do Conselho da Diáspora Portuguesa, entre os quais o filho do Presidente da República, Nuno Rebelo de Sousa, líder da Confederação das Câmaras do Comércio Portuguesas no Brasil.

 

O Conselho da Diáspora Portuguesa é constituído por 96 conselheiros, dos quais 24 sócios-fundadores, estando presente em 26 países e cinco diferentes continentes.

 

Estre estes membros, 29% são residentes nos Estados Unidos, 10% no Reino Unido, 7% no Brasil e 4% na Africa do Sul, registando-se ainda a presença de membros provenientes da Bélgica, França e Espanha.

 

Em conselho tem uma forte componente económica, já que 58% dos elementos exercem actividade profissional nesta área, seguindo-se a ciência com 21% e a cultura com 14%.

 




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Anónimo 20.12.2017

Abaixo do esperado e acima do de 2016 e de 2015 e de 2014 e de 2013 ... E ainda nos tentam vender gato por lebre.

É FÁCIL SER GENEROSO COM DINHEIRO ALHEIO 19.12.2017

2 - Tem procurado, agora, recuperar esse eleitorado q lhe fugiu.
Que melhor solução para reaver muitos dos votos perdidos do q distribuir benesses por algumas das classes mais numerosas ?
Cabe aqui chamar os bois pelos nomes e não andar em rodeios.
As greves e manifestações que têm ocorrido,

??? 19.12.2017

Possível? Oxalá. Desejável? Sem dúvida, sim! Prometido pelo costa? Duvidoso. Esperemos para ver. Embora não acredite no costa e não tenha partido, amo o meu país e gosto de tudo o que de bom lhe aconteça. Mudaria, sem relutância, a minha opinião acerca da geringonça e do seu chefe.

pub