Zona Euro António Costa desvaloriza palavras "insuportáveis" de Dijsselbloem

António Costa desvaloriza palavras "insuportáveis" de Dijsselbloem

O primeiro-ministro português classificou hoje como "insuportáveis" as palavras de Jeroen Dijsselbloem sobre os países do sul da Europa, mas considerou que o importante, agora, é melhorar o Euro, porque o presidente do Eurogrupo "está de passagem".
António Costa desvaloriza palavras "insuportáveis" de Dijsselbloem
Pedro Elias
Lusa 10 de abril de 2017 às 15:49

"Claro que [Jeroen Dijsselbloem ] devia abandonar o cargo. As palavras são insuportáveis, mas temos de continuar a trabalhar no que é essencial" para a União Europeia (UE), disse hoje António Costa numa entrevista à Rádio Nacional de Espanha (RNE).

 

Poucos minutos antes de participar numa cimeira dos países do sul da Europa, em Madrid, o chefe do Governo português sublinhou que o presidente do Eurogrupo "está de passagem, mas o Euro é um resultado muito importante do trabalho da UE e é nisso" que os europeus têm de se concentrar, "completando a União Económica e Monetária".

 

Jeroen Dijsselbloem foi alvo de críticas depois de uma entrevista ao jornal Frankfurter Zeitung, na qual afirmou, referindo-se aos países do Sul da Europa, que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda", o que motivou o pedido de demissão pelo Governo português.

 

Na entrevista à RNE, António Costa também desejou que a UE mantenha no futuro "uma relação próxima com o Reino Unido" e defendeu que "a melhor forma de o fazer é iniciar as negociações de uma forma amigável, sem aumentar a tensão" entre as duas partes.

 

O chefe do Governo português considerou "um mau exemplo" os acontecimentos da semana passada entre Londres e Madrid sobre os preparativos para a negociação da saída do Reino Unido da UE.

 

Os preparativos da negociação com Londres foram marcados nos últimos dias pela polémica sobre Gibraltar, um pequeno território com 32.000 habitantes, cedido pela Espanha ao Reino Unido em 1713, que Madrid reclama como sendo parte do seu território.

 

De acordo com um projecto de "orientações para a negociação" dos 27 publicado na semana passada, a posição de Espanha será decisiva na aplicação em Gibraltar de qualquer acordo entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido depois do 'Brexit'.

 

Londres criticou esta disposição, com receio de que Madrid se aproveite da situação para obter ganhos de causa para a sua pretensão de recuperar Gibraltar.

 

Os chefes de Estado ou de Governo de sete países do sul da Europa reúnem-se hoje em Madrid para discutir o futuro da União Europeia e o processo de saída do Reino Unido (Brexit).

 

Fonte do Governo espanhol revelou que a cimeira irá também abordar outros aspectos da actualidade europeia, como a luta contra o terrorismo e os desafios colocados pela pressão migratória, nomeadamente na fronteira sul do continente.

 

Mariano Rajoy (Espanha) será o anfitrião dos presidentes François Hollande (França) e Nikos Anastasiades (Chipre) e dos primeiros-ministros António Costa (Portugal), Paolo Gentiloni (Itália), Alexis Tsipras (Grécia) e Joseph Muscat (Malta).

 

A Cimeira de Madrid consiste num almoço de trabalho entre as 14:15 e as 16:45 (uma hora menos em Lisboa) no Palácio do Prado, sendo seguida pelas habituais declarações à imprensa dos líderes.


A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 10.04.2017

Da insistência na cultura do excedentarismo de carreira à extorsão e pilhagem instituída é um ápice. Pobre Portugal que nem sabe discernir qual o inimigo.

comentários mais recentes
Porcos,feios e maus 11.04.2017

Como seria de prever os Nazis com o Hitler-Schauble à cabeça serraram fileiras.
Os covardes e submissos países do sul(com a França e Espanha à frente) abandonaram Portugal, pois tiveram MEDO que os NAZIS os castiguem.
Assim sendo Portugal teve OBRIGATORIAMENTE que recuar

DJ viajante 11.04.2017

Este Costa ey um pulha que envergonha Portugal e o socialismo na sua essencia: guilhotina.

Anónimo 10.04.2017

Da insistência na cultura do excedentarismo de carreira à extorsão e pilhagem instituída é um ápice. Pobre Portugal que nem sabe discernir qual o inimigo.

COSTA COBARDOLAS !!! 10.04.2017

Dijsselbloem: “Esperava que Portugal pedisse a minha demissão. Mas não o fez”

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub