Política António Costa diz que foi um erro "diabolizar" o investimento público

António Costa diz que foi um erro "diabolizar" o investimento público

Segundo o primeiro-ministro, agora é necessário executar o quadro comunitário "e não desperdiçar um segundo, para recuperar o tempo perdido".
António Costa diz que foi um erro "diabolizar" o investimento público
Miguel Baltazar
Lusa 17 de dezembro de 2016 às 20:39

O primeiro-ministro, António Costa, disse este sábado, 17 de Dezembro, que "foi um erro (…) a diabolização que se fez do investimento público e, em particular, quando se viram as vias de comunicação como o diabo".

O chefe do Governo falava em Castelo Branco, durante uma visita às obras de reconversão de um edifício industrial para um Centro de Criatividade, no âmbito de um conjunto de deslocações a algumas cidades para mostrar as obras apoiadas pelos fundos comunitários.


Segundo António Costa, agora é necessário executar o quadro comunitário "e não desperdiçar um segundo, para recuperar o tempo perdido".


Adiantou, ainda, ser fundamental que os presidentes de câmara, a partir das próximas eleições autárquicas de 2017, "tenham outro peso, uma outra força" na direcção das comissões de coordenação e desenvolvimento regional: "É com eles [autarcas] que iremos desenhar o pós-2020 e temos de o fazer de uma forma que esteja imune às mudanças de governo".


Nesse sentido, António Costa explicou que tem insistido que é "absolutamente essencial" que, em 2018, seja aprovado na Assembleia da República, por uma maioria de dois terços, aquilo que se pretende como investimento estratégico para o país no pós-2020.


"É essencial que haja um grande acordo entre as diferentes regiões, entre as diferentes forças políticas e entre os diferentes agentes locais", sustentou.


Para o primeiro-ministro, é necessário haver um entendimento conjunto e ter "a capacidade de executar aquilo há para executar", para o bem e para o desenvolvimento do país: "E é isso que, neste momento, estamos todos a fazer".




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mais votado matita42 17.12.2016

Claro que diabolizar o investimento público é umn enorme erro basta ver os lucros das PPP.
O o superavit de capital que o país tem, dívida pública superuior a 244 mil milhões, o investimento público é excelente ideia, sobretudo para o PS.

comentários mais recentes
pertinaz 18.12.2016

ESTUPOR DO COSTA É O LÍDER DOS CORRUPTOS

A LÓGICA ULTRALIBERAL DE NACIONALIZAR PREJUIZOS 18.12.2016

Tudo qt cheire a público, na doutrina da direita radical e ultraliberal do vígaro Passos, não presta e é um alvo a abater, ou seja, a privatizar.
Porém, quando se trata dos prejuizos causados por criminosos como o Salgado, Dias Loureiro e afins, aí já o público é bom para arcar com os prejuizos.

JMdC 18.12.2016

Os países precisam de gerar, fixar e atrair investidores, grandes, médios e pequenos, que invistam nas acções e obrigações das suas melhores e mais promissoras empresas. Não devem chegar ao descalabro de iniquidade e insustentabilidade que é precisar de atrair apenas e tão somente aqueles que invistam em títulos de dívida pública para sustentar o excedentarismo, a corrupção e demais despesismo que capturou o Estado, a economia e a sociedade.

JCG 18.12.2016

(1/2)_O Sr Costa continua a alardear e a exibir ostensivamente a sua ignorância – eventualmente confundindo-a com pragmatismo e desembaraço -, que no caso também é irresponsabilidade dado o alto cargo que ocupa, sobre questões básicas da economia. C’um raio, entre as manadas de assessores e similares que andam à volta dele não há quem lhes explique uns conceitos básicos sobre a matéria?
Costa olha para a economia com um grau elevado de miopia, ou seja, não vê os detalhes nem as suas interligações e incidências, pensando que basta despejar dinheiro para cima da economia para que as coisas, por si, funcionem e se encaminhem no sentido desejado, como se um amontoado de decisões e opões individuais gerassem sempre um resultado global coerente, construtivo e autosustentável. Sr Costa, a realidade está farta de demonstrar que não é assim!
Na realidade, a intervenção do Estado na economia pode até contribuir para acentuar os seus desequilíbrios, se não avisada e incidente nos pontos certos.

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