Política António Costa: Governo acabou com arco de poder e resquícios do muro de Berlim

António Costa: Governo acabou com arco de poder e resquícios do muro de Berlim

O actual modelo de Governo não só acabou com o chamado "arco da governação" como conseguiu "derrubar o último resquício do muro de Berlim", defendeu hoje o secretário-geral do PS, António Costa.
António Costa: Governo acabou com arco de poder e resquícios do muro de Berlim
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 19 de abril de 2017 às 17:02

"O que temos conseguido demonstrar desde as últimas eleições legislativas não foi só ter acabado com o 'arco da governação', foi ter conseguido derrubar o último resquício do muro de Berlim, que tinha subsistido ao longo destes anos todos", disse António Costa, que falava hoje num hotel em Coimbra, durante um almoço com 19 fundadores do PS e que assinalou os 44 anos da criação do partido, em 1973, na Alemanha.

 

A actual experiência governativa demonstra que "é possível trabalhar com outros partidos da esquerda portuguesa num quadro de uma esquerda plural", sublinhou.

 

"Podemos manter a identidade que muito claramente afirmaram quando fundaram o PS, em 1973, como o partido da liberdade, como o partido da esquerda democrática, como partido que defende a integração europeia", sustentou o líder socialista, dirigindo-se aos fundadores do PS presentes no almoço e em reacção às palavras do presidente honorário do partido, António Arnaut.

 

Na sua intervenção, evocando percurso do PS, António Arnaut, cofundador e militante número quatro do partido, sublinhou que "graças" a António Costa, se quebrou aquilo que se chamava arco da governação

 

"Demos um passo em frente no alargamento da democracia, porque a democracia é com todos, não é só com alguns", disse Arnaut.

 

"Por isso, António Costa, felicitações vivas, coragem, força, o futuro espera por nós", exortou o também principal responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde

 

"Não é preciso fazer milagres, que não os há, é preciso fazer o que em nós caiba para melhorar a vida, encurtar um pouco as injustiças", sustentou António Arnaut.

 

António Costa considerou ainda que "está na moda dizer-se que há uma crise da social-democracia e do socialismo", mas, "na Europa, o que vemos é que não há crise".

 

No entanto, "alguns partidos socialistas desistiram de ser uma alternativa à direita e outros acharam que o caminho que tinham a seguir era imitar as outras esquerdas", mas "o que dá vida e força aos partidos socialistas é manterem-se fiéis à sua própria identidade", advogou o líder do PS.

 

O secretário-geral do PS defendeu também a necessidade de combater "pela justiça social, pela solidariedade e pela redução das desigualdades", considerando que "esse é um trabalho que não tem fim".

 

A batalha pelo aumento do salário mínimo e a "batalha por alargar a contratação colectiva" são "condições essenciais para todos irem melhorando a sua vida", afirmou o secretário-geral socialista.

 

"Ontem [terça-feira] foi assinado um contrato colectivo [na indústria do calçado e sectores similares] onde, pela primeira vez, se acabou com o princípio da desigualdade salarial entre homens e mulheres", exemplificou.

 

"Tantos anos" depois do 25 de Abril, o novo contrato de trabalho para o sector do calçado "é um passo de uma importância extraordinária", sublinhou, defendendo que esse passo também demonstra que "valores tão simples como o da igualdade ainda merecem combate".




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comentários mais recentes
Anónimo 19.04.2017

O ERRADO está certo o seu delfim não quis assumir as responsabilidades de ter sido o partido mais votado e iniciar um governo minoritário... foi menino e por isso hoje é um Zé ninguém dentro e fora do partido. E pior o PSD com os escândalos de corrupção não tem argumentos para as autárquicas...

Conselheiro de Trump 19.04.2017

Eu vejo assim:este comentario do d.branco e para ser falado no cafe ,restaurante ou ate mesmo no adro da igreja.Se juntou a familia devia ser para lhe falar da divida pessoal do partido q ja esta quase do tamanho da divida publica:ja nem ha papel para limpar o cu,nem agua para lavar as maos a seguir

Anónimo 19.04.2017

O comentador "errado" está mesmo delirante; é um abutre fascista.

ERRADO 19.04.2017

Pelo facto de em outubro de 2015 teres sido derrotado nas eleições é que enjorcaste uma maneira de poderes ser pm...
Costa, mesmo assim, continuas a ser um derrotado e um cobarde... Pois não tiveste a coragem de informar os eleitores antes das eleições ...
És uma rastejante ratazana de esgoto...

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