Economia António Costa sobre Medina Carreira: Portugal perdeu "uma voz atenta e empenhada"

António Costa sobre Medina Carreira: Portugal perdeu "uma voz atenta e empenhada"

O primeiro-ministro afirmou que a morte do antigo ministro das Finanças Medina Carreira constitui para Portugal a perda de "uma voz atenta e empenhada" e considerou que o seu cepticismo era "um inteligente desafio de lucidez".
António Costa sobre Medina Carreira: Portugal perdeu "uma voz atenta e empenhada"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 04 de julho de 2017 às 00:23

"Perdi um amigo que herdei do meu pai e Portugal uma voz atenta e empenhada em que o cepticismo era um inteligente desafio de lucidez", disse António Costa, sobre a figura de Medina Carreira, numa declaração à agência Lusa.

 

Henrique Medina Carreira, antigo ministro das Finanças do I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares, morreu na segunda-feira, 3 de Julho, num hospital em Lisboa, aos 85 anos, disse à Lusa fonte ligada à família.

 

Segundo a mesma fonte, Medina Carreira, que nos últimos tempos se destacou no programa televisivo "Olhos Nos Olhos", da TVI, morreu no hospital onde se encontrava internado há cerca de um mês. 




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mais votado Anónimo 04.07.2017

Pena é que tu e os teus colegas de governo não entendam a mensagem.

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Anónimo 04.07.2017

Talvez por não ser economista, curso que frequentou mas abandonou sem concluir porque era um homem de verdade e não um homem de vaidade, tinha um discernimento e uma fluidez no raciocínio e na argumentação sobre os temas económicos que eram sólidos, coerentes e infalíveis.

Anónimo 04.07.2017

Relativamente ao roubo do material military de Tancos, ZERO, mantém o silêncio ensurdecedor.
Arrisca-se a cair com estrondo quando houver um ataque terrorista com este material.

Anónimo 04.07.2017

Um grande defensor da equidade e da sustentabilidade que conduzem à prosperidade e ao desenvolvimento. Um grande amigo da Economia Portuguesa e do Estado Social. Ele só queria, e tudo fez para, que Portugal fosse um pedacinho do melhor da Escandinávia no Sul da Europa.

Anónimo 04.07.2017

Este vulto do pensamento económico em Portugal só quis alertar a sociedade e educar os políticos portugueses para os perigos e falácias subjacentes ao pensamento único eleitoralista que não se apercebe que distribuir salários e benefícios a privados que não passem pelo crivo regulador e orientador das forças de mercado é tão mau para a sustentabilidade do Estado, incluindo o Estado de Bem-Estar Social, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade, como distribuir subsídios e adjudicações a privados obedecendo à mesma lógica discricionária, e vice-versa. Sindicalismo selvagem de compadrio e capitalismo selvagem de compadrio são uma e a mesma coisa e encerram em si as sementes do mesmo mal. Infelizmente para os portugueses, tinha toda a razão.

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