Economia António Costa: "Temos de ser menos dependentes do crédito"

António Costa: "Temos de ser menos dependentes do crédito"

O primeiro-ministro, António Costa, lembrou esta quarta-feira as lições que o país aprendeu com a crise económica recente ao ter estado dependente do crédito e pediu a diminuição dessa dependência.
António Costa: "Temos de ser menos dependentes do crédito"
Lusa 15 de novembro de 2017 às 18:20
"Aprendemos diversas lições com a crise que vivemos nos anos mais recentes. Mas seguramente uma das lições que todos aprendemos é que temos de estar todos menos dependentes do crédito, mas o crédito tem de estar menos dependente também do crédito ao consumo e do crédito ao imobiliário", alertou António Costa.

O chefe do Governo falava na gala Prémios Horizontes - Millennium BCP - Global Media Group, a qual decorre esta tarde na Casa da Música, no Porto.

A iniciativa distingue empresas que se destacaram na área da inovação, e António Costa frisou a ideia: "O investimento é crítico para podermos inovar e a inovação é crítica para podermos exportar".

O primeiro-ministro considerou que "é cada vez mais importante as empresas terem mais condições de financiamento e é importante também que o sistema financeiro tenha cada vez mais condições de apoiar o desenvolvimento e o investimento por parte das empresas".

"O sucesso que a economia tem tido deve-se sobretudo ao investimento, à capacidade de criar riqueza, gerar emprego e gerar confiança que tem conseguido lograr na sociedade portuguesa", disse Costa, num discurso em que começou por referir que "a taxa do desemprego caiu para os 8,5%", passando a descrever vários programas criados pelo Governo, bem como dados relacionados com a procura de fundos comunitários.

"O crescimento tem vindo a ser suportado sobretudo com base no investimento e na capacidade de exportação das empresas portuguesas (...). A inovação é essencial para um modelo de crescimento que possa estar focado na internacionalização e na capacidade exportadora", disse o primeiro-ministro.

António Costa salientou que "sectores económicos que há duas décadas muitos consideravam em crise ou até irrecuperáveis são hoje grandes motores da economia portuguesa", exemplificando com o têxtil, calçado e agroalimentar.

"É decisivo que haja um bom alinhamento entre as políticas públicas e as prioridades do investimento na área da economia. A estabilização do sistema financeiro era absolutamente crítica", concluiu.

Antes, à chegada à Casa da Música, António Costa, confrontado com questões dos jornalistas sobre a greve nacional de professores convocada por todos os sindicatos do sector, disse apenas que na quinta-feira haverá "nova reunião de trabalho entre o Governo e as estruturas sindicais".

"E esperemos que tudo corra bem. Tivemos ontem [terça-feira] uma reunião com professores, amanhã [quinta-feira] vamos ter outra reunião com os professores. Vamos trabalhar", disse o primeiro-ministro sem responder a mais perguntas.



A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 3 semanas

ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah..... Não consigo parar de RIR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Este individuo que todos os dias CRIA MAIS DESPESA COM RECUROS A DIVIDA, faz esta afirmação PATETICA E ANEDOTICA!
É como um alcoólico com cirrose em fase terminal, dizer: tenho deixar a bebida!
?!?!?

PERTINAZ Há 3 semanas

DESFAÇATEZ E CARA DE PAU SEM LIMITES...!!!

ESCUMALHA...!!!

Neves Há 3 semanas

Pois mas não é o caso, no mundo perfeito eramos nós os credores

judas a cagar no deserto Há 3 semanas

Ó Costa, e se te fosses lavar por debaixo ?

ver mais comentários