Economia António Saraiva: “Não podemos reconhecer este OE como amigo das empresas”

António Saraiva: “Não podemos reconhecer este OE como amigo das empresas”

"Este não é um Orçamento que possamos reconhecer como amigo das empresas ", sublinha o presidente da CIP, que considera o aumento da derrama estadual para empresas com lucros superiores a 35 milhões de euros um sinal contraditório para atrair investimento.
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João Maltez Rosário Lira 18 de novembro de 2017 às 21:03

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal critica o Governo e os partidos de esquerda pelas medidas destinadas às empresas que inscreveram no Orçamento do Estado (OE) para 2018. "Este não é um Orçamento que possamos reconhecer como amigo das empresas e promotor do investimento", afirma António Saraiva na Conversa Capital desta semana, uma parceria do Negócios com a Antena 1.

O líder da confederação patronal considera que as medidas adoptadas para as empresas tornam a proposta orçamental decepcionante. Além de lamentar que o OE tenha plasmadas apenas duas medidas "pequeníssimas" do Programa Capitalizar – de apoio à capitalização das empresas e à retoma do investimento –, crítica o que considera serem sinais contraditórios, referindo o aumento da derrama estadual em dois pontos percentuais, para as firmas cujos lucros ultrapassem 35 milhões de euros.

"Passar de 7% para 9% vai fazer com que a taxa máxima de IRC em Portugal passe a ser 31,5%, quando a média europeia é de 21,9%. Isso afasta-nos ainda mais da média europeia, afasta o investimento e, por isso, era uma medida que não gostávamos de ver incluída no Orçamento para 2018", sublinha o presidente da CIP.

Segundo os cálculos da confederação, o aumento da derrama estadual irá incidir apenas sobre 76 empresas. António Saraiva admite que o número é pequeno, o que o faz inferir que "a receita que se espera arrecadar dessa medida será reduzida". Por isso, em sua opinião, o que está em causa é "arrecadar receita por algum tique ideológico", fazendo referência ao facto de a medida ter sido defendida pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda. 


António Saraiva admite ainda que "o Orçamento de 2018 cria expectativas às famílias" com as mudanças introduzidas em sede de IRS, mas considera também que, por força do aumento dos impostos indirectos, "o Governo dá com uma mão, o que tira com a outra".

 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustentam e alimentam o status quo íniquo e insustentável terão de ser combatidas eficazmente. Caso contrário não sobra dinheiro, nem a crédito, para se investir em Portugal nos muito necessários bens de capital.

comentários mais recentes
Marita Bastos Há 3 semanas

Não sou a favor das loucuras do PCP/BE, mas...impõe-se uma pergunta: POR ACASO AS EMPRESAS SÃO AMIGAS DOS TRABALHADORES?
Gostei da solução governativa substituta do HORROR Passos / Portas, mas já não estou a gostar, devido ao comportamento irresponsável do PCP, mas tb do BE.

General Ciresp Há 3 semanas

Este toine saraiva tambem saiu-me ca 1 boa peca.Nao teve REMORSOS quando foi convidado entre outros pelo mirolho penseonario a meter a FACA nas poupancas de reforma dos trabalhadores do privado como se eles fossem os mais bem pagos do pais.Ate o CABRAO do SELFIE aplaudiu esta ideia MACABRA,bandidos

pertinaz Há 3 semanas

PUDERA... É UM OE DE GATUNAGEM, PATROCINADO PELA ESCUMALHA QUE NOS DESGOVERNA...!!!

Anónimo Há 3 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustentam e alimentam o status quo íniquo e insustentável terão de ser combatidas eficazmente. Caso contrário não sobra dinheiro, nem a crédito, para se investir em Portugal nos muito necessários bens de capital.

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