Finanças Públicas António Costa diz que país deixou de estar "em estado de sítio"

António Costa diz que país deixou de estar "em estado de sítio"

O secretário-geral do PS defendeu na quarta-feira que, um ano depois das últimas eleições legislativas e de ter sido indigitado primeiro-ministro, Portugal "voltou a ser um país normal e não um país em estado de sítio". 
António Costa diz que país deixou de estar "em estado de sítio"
Miguel Baltazar
Lusa 06 de Outubro de 2016 às 00:05

"Hoje o país respira de alívio, acabou a crispação, o conflito permanente entre órgãos de soberania e a violação permanente da constituição e voltámos à normalidade, conseguimos um clima de tranquilidade social", afirmou António Costa no tradicional jantar do 05 de Outubro dos socialistas em Alenquer, distrito de Lisboa, com cerca de 400 militantes e simpatizantes.

 

O socialista atribuiu a mudança do país às medidas aplicadas pelo seu executivo e nas quais "há um ano muitos não acreditariam".

 

"Não íamos ter este feriado, porque não era possível restabelecê-lo; o corte da sobretaxa de IRS [Imposto sobre o Rendimento Singular] não ia acontecer porque não era possível eliminá-la; os pensionistas não iriam ver as suas pensões repostas e seria necessário fazer um novo corte de 600 milhões de euros nas pensões; os funcionários públicos iriam continuar com os seus vencimentos cortados; não era possível baixar a taxa máxima do IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] ou não iríamos conseguir reduzir o défice. Pois tudo isto foi possível", exemplificou.

 

Questionado sobre as declarações feitas na quarta-feira pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que disse que o Governo "ganhou o totoloto" e tem dinheiro, António Costa respondeu que "o desemprego baixou de 12,6% para 10,9% e o investimento privado aumentou 7,7% no primeiro semestre deste ano".

 

"Há um ano tínhamos quatro milhões de euros de fundos comunitários entregues às empresas e hoje temos mais de 300 milhões de euros", continuou.

 

Quanto ao défice, António Costa apontou que "pela primeira vez em 42 anos Portugal terá um défice abaixo dos 3%", ao contrário do que previu hoje o Fundo Monetário Internacional, e foi mais longe, afirmando que o país deverá encerrar o ano com "um défice abaixo dos 2,7% que a Comissão Europeia prevê e abaixo dos 2,5% que a comissão exige". "Iremos cumprir pela primeira vez o objectivo do défice", sublinhou.

 

Portugal terá o pior défice orçamental da zona euro em 2021, de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas divulgadas hoje pelo Fundo Monetário Internacional, que continua a duvidar que o défice fique abaixo dos 3% este ano, mas também no próximo.




A sua opinião35
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 06.10.2016


PS DEIXA MORRER UTENTES DO SNS... PARA DAR MAIS DINHEIRO À FP:

- PS aumenta despesa com salários da FP em 500 milhões de Euros;

- PS reduz horário da FP para 35 horas;

- PS corta orçamento dos Hospitais Públicos.

comentários mais recentes
matita42 06.10.2016

São notórios os sinais de saída de "estado de sítio"
-Os juros da dívida atingiram o patamar máximo em 8 meses, 3,53% ou seja, mais de 50% acima do que estavam antes de a geringonça começar a governar.
-"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."
E se explicassem isto em vez de palavriado?

Noemia Cristina Dias 06.10.2016

finalmente alguém que diz a verdade.... mas olha amigo, continuo à mesma com menos 100 euros de vencimento, já lá vão 5 anos, podes meter aí uma cunha???? para eu ficar então mais aliviada???????

Joaquim Rocha 06.10.2016

Este fulano pensa que o país é o Estado, os partidos e a política. Sr. Costa: há muita vida para além disso. Falar em "paz social" quando se refere a não haver greves em empresas na esfera do Estado e falar em conflitos entre orgãos de soberania é ter uma visão muito limitada da realidade. O que o país precisa é de condições para os PRIVADOS poderem criar postos de trabalho e fazer crescer a economia, ou seja, menos impostos, legislaçao que promova a competividade e que nao reduza a produtividade, etc. Mas o senhor NUNCA vai perceber isso...

Paula Castilho Borges 06.10.2016

Normalidade para ele deve significar a caminho da bancarrota.. e não deixa de ter razão!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub