Mundo Arábia Saudita e Emirados introduziram IVA pela primeira vez

Arábia Saudita e Emirados introduziram IVA pela primeira vez

Os dois países do Golfo Pérsico introduziram pela primeira vez o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) no passado dia 1 de Janeiro. Foi aplicada uma taxa de 5% sobre a generalidade dos bens e serviços.
Arábia Saudita e Emirados introduziram IVA pela primeira vez
David Santiago 02 de janeiro de 2018 às 08:01

Continuam a fazer-se sentir os efeitos provocados pela quebra dos preços do petróleo dos últimos anos, o que tem levado países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos a procurarem diversificar as suas economias.

 

Os dois países do Golfo Pérsico têm também diversificado as fontes de receita para contrabalançar a quebra resultante dos preços mais baixos do petróleo, o que levou a que desde o passado dia 1 de Janeiro tenham pela primeira vez introduzido o imposto sobre o valor acrescentado (IVA).

 

Riade e Abu Dhabi decidiram aplicar uma taxa de IVA de 5% sobre a maioria dos bens e serviços transaccionados nestes países, tais como petróleo, alimentos, roupa ou hotéis. Segundo revela a BBC, os Emirados estimam que em 2018 vão captar cerca de 3,3 mil milhões de dólares em receitas provenientes deste novo imposto.

 

Ainda assim, transportes públicos, cuidados de saúde ou serviços ligados ao sector financeiro vão ficar isentos do pagamento de IVA.

 

Os dois países de maioria sunita correspondem assim às sugestões feitas por organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI) que já tinha em diversas ocasiões proposto a Riade e a Abu Dhabi que diversificassem as respectivas fontes de receitas para diminuir a dependência das reservas petrolíferas. Mais de 90% das receitas orçamentais da Arábia Saudita provinham da indústria ligada ao sector petrolífero. No caso dos Emirados era de cerca de 80%.

Nos dois países, os residentes pagam uma taxa de 0% pelos rendimentos do trabalho. A BBC escreve que outros países da região como o Kuwait, o Bahrain ou o Qatar planeiam também introduzir uma taxa de IVA, embora tenham adiado os planos pelo menos até 2019.




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