Mundo Arábia Saudita já libertou todos os detidos no Ritz de Riade

Arábia Saudita já libertou todos os detidos no Ritz de Riade

Os príncipes, ministros e homens de negócios que estavam detidos no Ritz, de Riade, no âmbito da operação anticorrupção, foram libertados.
Arábia Saudita já libertou todos os detidos no Ritz de Riade
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Rita Faria 30 de janeiro de 2018 às 08:04

As autoridades da Arábia Saudita informaram esta terça-feira, 30 de Janeiro, que todos os detidos no luxuoso hotel Ritz-Carlton, de Riade, no âmbito da operação anticorrupção, já foram libertados.

 

"Já não há detidos no Ritz-Carlton", afirmou um responsável do governo em declarações à Reuters.

 

Segundo a agência noticiosa, não é claro quantos suspeitos continuam presos noutros locais da Arábia Saudita, mas acredita-se que alguns terão sido transferidos do hotel para prisões, depois de terem recusado admitir os crimes de que são acusados e fechar acordos com as autoridades.

 

Na semana passada, o procurador-geral avançou que a maior parte dos envolvidos alcançou acordos financeiros, 90 foram libertados depois de as acusações terem sido retiradas e 95 ficaram detidos, devendo ser levados a tribunal.

 

No sábado já havia sido noticiado que o príncipe saudita Alwaleed bin Talal foi libertado, depois de ter feito um acordo financeiro com as autoridades do reino.

 

Entre os detidos estavam dezenas de príncipes, ministros (antigos e actuais) e empresários, apanhados na mega-operação anticorrupção levada a cabo por um comité liderado pelo príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, há quase três meses.

 

As autoridades não concretizaram se a libertação dos detidos no Ritz implicou um acordo financeiro, mas Riade já havia informado que pretendia arrecadar cerca de 100 mil milhões de dólares com os acordos.

 

A onda de detenções aconteceu no início de Novembro do ano passado, por acção de um comité específico criado com o objectivo de investigar casos de corrupção detectados no reino.

 

Este organismo tem o poder de emitir ordens de detenção e de proibição de viajar para o estrangeiro, além de poder congelar bens dos investigados e adoptar outras medidas preventivas ainda antes de os casos chegarem a tribunal.

 




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