Política As frases da ministra que pediu a demissão há quatro meses

As frases da ministra que pediu a demissão há quatro meses

Constança Urbano de Sousa revela, na sua carta de demissão aceite por António Costa, que pediu para sair do Ministério da Administração Interna em Junho, logo após a tragédia de Pedrógão Grande.
As frases da ministra que pediu a demissão há quatro meses
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Negócios com Lusa 18 de outubro de 2017 às 11:03

A ministra da Administração Interna pediu a demissão há quatro meses mas publicamente sempre garantiu que não ia fazê-lo. Numa declaração ao país, na terça-feira, feita às 20:30, Marcelo rebelo de Sousa deixou explícita a sua exigência de demissão de Constança Urbano de Sousa. No mesmo dia, a ministra entregou ao primeiro-ministro a sua carta de resignação. Veja aqui as frases que marcaram o consulado de uma ministra que sai depois de uma trágica época de incêndios que provocou 106 mortes. 

 

O momento é um momento de pesar e de concentrar todo o esforço no combate a este incêndio [em Pedrógão Grande]."

 

Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna

 

18-06-2017

 

"Os nossos operacionais estão a dar o melhor que podem e sabem trabalhar para combater este fogo. Neste momento, o tempo é mesmo de combate, de um combate sem tréguas."

 

18-06-2017

 

"O momento é de combater não é de fazer avaliações."

 

18-06-2017

 

"Lamentavelmente temos mais uma vítima mortal a registar, portanto o número aumentou neste momento para 62."

 

18-06-2017

 

"Estamos a assistir a uma enorme vaga de solidariedade e é de louvar. No entanto, eu queria fazer um apelo: O facto de as pessoas estarem a dar muitos mantimentos está neste momento a causar-nos algumas dificuldades de logística porque ficámos com excesso de alimentação."

 

18-06-2017

 

"Foi um dia muito emocionante. (...) É um momento de acção. Temos que agir e temos que reagir. Estou sem data de regresso."

 

19-06-2017

 

"Um comandante nunca abandona os seus homens."

 

RTP3, 21-06-2017

 

"Era mais fácil demitir-me, mas optei por dar a cara."

 

RTP3, 21-06-2017

 

"Tirarei naturalmente as devidas ilações [caso a comissão de peritos independentes que vai investigar o incêndio de Pedrógão Grande conclua que houve falha dos serviços que tutela]. Agora, neste momento, eu acho que é muito prematuro estar aqui a seguir pelo caminho que é fácil, era o caminho mais fácil a seguir, ia satisfazer uma certa apetência que alguns têm pelo sangue, se quisermos. Mas ia resolver algum problema?"

 

TSF/Diário de Notícias, 25-06-2017

 

"Este [incêndio em Pedrógão Grande] foi o momento mais difícil da minha vida."

 

28-06-2017

 

"Desde a primeira hora, que estamos a recolher, analisar, cruzar todos os dados que dispomos e a tentar perceber tudo o que se passou [em Pedrógão Grande]. Mas esta é uma tarefa que leva o seu tempo."

 

28-06-2017

 

"A cobertura de rede é muito boa, a rede SIRESP tem constrangimentos como qualquer outra rede, mas estamos a falar de uma rede específica. Quando as outras falham esta tem que sobreviver."

 

28-06-2017

 

"Há só uma certeza. O que aconteceu em Pedrógão foi um incêndio. Dentro daquele incêndio aconteceu qualquer coisa de anormal."

 

 

"Seria muito mais fácil demitir-me e corresponder à vontade de alguns que consideraram que uma demissão, a demissão da ministra, seria no fundo a solução para o problema e que no dia seguinte os problemas estavam todos resolvidos, mas não estão. Senti que naquele momento que era a minha missão estar com aqueles homens e mulheres que de forma inexcedível deram tudo o que tinham para resolver uma situação que era extremamente difícil".Se


28-06-2017

 

 

"No âmbito dos projectos associados à melhoria do funcionamento da rede SIRESP, da responsabilidade do MAI, importa referir que nenhum deles foi afectado por cativações."

 

Esclarecimento do Ministério da Administração Interna

 

06-07-2017

 

"Não, nenhuma lista secreta [das vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande]. Todas as pessoas foram identificadas pelo Instituto de Medicina Legal. (...) Não é o Governo que tem a lista, é o MP [Ministério Público], que é independente do Governo."

 

24-07-2017

 

"Há falhas de funcionamento do SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal], mas não são de hoje."

 

27-07-2017

 

"É necessário que comandantes [distritais] comandem e não estejam, de cinco em cinco minutos, a responder aos pedidos dos jornalistas."

 

27-07-2017

 

"Tenho confiança neste sistema. Embora não consiga debelar todas as situações em ataque inicial, ou seja, nos primeiros 90 minutos, e sendo verdade que há ocorrências de incêndio que fogem a esse ataque inicial e tomem dimensões muito grandes, como tem sido o caso dos últimos incêndios, apesar de tudo tem-se conseguido debelar estas situações, tentando sempre em primeiro lugar e, tendo como prioridade, a segurança das pessoas."

 

27-07-2017

 

"[No incêndio em Pedrógão Grande houve] descoordenação no posto de comando da Autoridade Nacional da Protecção Civil [no terreno,] em especial com os outros agentes de Protecção Civil."

 

09-08-2017

 

"Ainda não é o momento para estarmos a falar sobre isso [uma remodelação na Protecção Civil], como é do domínio público o comandante nacional pediu a sua exoneração, a qual foi aceite. Neste momento temos o segundo comandante a assumir interinamente as funções de comandante nacional e, no seu momento, são tomadas as devidas decisões."

 

22-09-2017

 

"Não vou pedir a demissão, senhor deputado."

 

Dirigindo-se ao deputado centrista Nuno Magalhães num debate no parlamento, pedido pelo PSD, sobre o relatório técnico independente sobre os incêndios de junho que provocaram a morte de mais de 60 pessoas

 

13-10-2017

 

"Para mim seria mais fácil, pessoalmente, ir-me embora e ter as férias que não tive, mas agora não é altura de demissões."

 

16-10-2017

 

"Neste momento estamos a viver uma tragédia, acho que não é o momento para a demissão, é momento para a acção para mudar aquilo que tem que ser mudado."

 

16-10-2017

 

"[Há] problemas estruturais pela frente que é necessário resolver. [Esta foi] uma situação absolutamente extraordinária."

 

16-10-2017

 

"Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão."

 

Na carta de demissão do cargo enviada ao primeiro-ministro, António Costa

 

18-10-2017

 

"Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas de medidas a discutir no Conselho de Ministros extraordinário de dia 21 de Outubro, considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal."

 

Idem




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mais votado Anónimo Há 5 dias

A geringonça tem as mãos manchadas de sangue. A excessiva e injustificável folha salarial e pensionista do sector público, inexplicavelmente isenta de um sistema de mobilidade especial e despedimento na óptica das melhores práticas internacionais de gestão de recursos humanos, é responsável por num país de incêndios florestais graves todos os Verões, não se fazerem limpezas de segurança junto a vias de comunicação e aglomerados populacionais, nem existirem meios aéreos adequados de combate aos fogos. E a política de subsídios inusitados não pára aqui. Agora até os terroristas e traficantes de armas obtêm subsídio estatal. Começaram na função pública, passaram aos bancos de retalho e agora não pára.

comentários mais recentes
ComePito Há 5 dias

Este apanhado está incompleto. Poderia ter começado muito antes quando demitiu o anterior comandante operacional, lembrando que era preciso iniciar um novo ciclo baseado na prevenção. Ah! e é preciso também lembrar que o actual presidente da ANPC é que fez estas porpostas todas (encomendadas pelo kosta, claro).
Kosta! Demissão!!!!!!!
O relato poderia ter continuado com a nomeação de vários comandantes regionais por esse país.

Anónimo Há 5 dias

A geringonça tem as mãos manchadas de sangue. A excessiva e injustificável folha salarial e pensionista do sector público, inexplicavelmente isenta de um sistema de mobilidade especial e despedimento na óptica das melhores práticas internacionais de gestão de recursos humanos, é responsável por num país de incêndios florestais graves todos os Verões, não se fazerem limpezas de segurança junto a vias de comunicação e aglomerados populacionais, nem existirem meios aéreos adequados de combate aos fogos. E a política de subsídios inusitados não pára aqui. Agora até os terroristas e traficantes de armas obtêm subsídio estatal. Começaram na função pública, passaram aos bancos de retalho e agora não pára.

General Ciresp Há 5 dias

Quem souber que diga.A padroeira so fez duas cagadas e vai-se,e o d.branca ja fez tres de se lhe tirar o chapeu e fica.Nao se chama a isto OBSTRUCAO a democracia.

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