Américas As quatro ideias-chave de Trump
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As quatro ideias-chave de Trump

A tomada de posse de Donald J. Trump como 45.º presidente dos EUA ficou marcada por um discurso populista e radical e pouco institucional. O novo comandante-chefe rejeitou a herança que recebe de Obama e anunciou uma mudança profunda nas prioridades do país. Com o seu eleitorado na mira, Trump prometeu pôr a América em primeiro lugar.
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Estamos a transferir o poder de Washington para vocês, as pessoas (...) Washington prosperou mas o povo não beneficiou. Donald Trump Presidente dos EUA
Devolver o poder ao povo

Donald Trump apresentou-se na corrida à Casa Branca como um candidato anti-sistema. Como alguém distante dos interesses do "establishment" de Washington. Foi um dos factores decisivos para a vitória conseguida a 8 de Novembro. No discurso inaugural da sua presidência, Trump fez questão de não deixar esses créditos por mãos alheias. E apesar de muitos dos nomes escolhidos para a sua administração integrarem o núcleo mais restrito dos interesses estabelecidos, Trump prometeu que doravante "o Governo é controlado pelo povo". "Os políticos prosperaram, mas os empregos fugiram e as fábricas fecharam", porém "isso tudo muda e a começar já aqui e agora" porque a América "é o vosso país", disse. É tornar a "América grande outra vez", proclamou. 

A partir de hoje, será apenas América primeiro. (...) O proteccionismo vai trazer grande prosperidade e poder. Donald Trump Presidente dos EUA
O proteccionismo trará prosperidade

A partir de agora, o Governo americano vai "seguir duas regras simples: comprar e contratar americanos". É desta forma que Donald Trump explica ao que vai. Os Estados Unidos têm de proteger as suas fronteiras "da devastação causada por outros países que produzem os nossos produtos, que roubam as nossas empresas e destroem os nossos empregos". Os EUA adoptam um slogan nacionalista. "De hoje em diante, será apenas América primeiro". E seguirá uma política proteccionista, que terá reflexos no comércio, nos impostos, na imigração e nos negócios estrangeiros. Esse proteccionismo "vai trazer grande prosperidade e poder", garante Trump. Tudo isso fará os EUA "vencer como nunca  antes venceu". 

Um novo orgulho nacional vai agitar-nos, erguer os nossos horizontes e sarar as nossas divisões. Donald Trump Presidente dos EUA
A "carnificina" acaba aqui e agora?

A estratégia de Donald Trump, que assenta no recuperar do orgulho americano através de uma aposta na produção nacional, ao mesmo tempo que dificulta as importações e a entrada de imigrantes, deverá ser suficiente para pacificar o país e travar a onda de crimes e o tráfico de droga. "A criminalidade e os gangues roubaram demasiadas vidas e espoliaram o nosso país de um enorme potencial por realizar", defendeu. "Esta carnificina americana acaba aqui e acaba agora", prometeu. As tensões raciais serão pacificadas graças à criação de empregos que fará a classe média enriquecer, confia Trump. E, com isso, "um novo orgulho nacional vai agitar-nos, elevar os nossos horizontes e sarar as nossas divisões".

Durante décadas (…) subsidiámos exércitos de outros países enquanto permitimos o triste depauperar do nosso exército. Donald Trump Presidente dos EUA
NATO: cortar o financiamento

Não foi a primeira vez que o disse, mas desta vez disse-o já enquanto "commander-in-chief" do mais poderoso exército mundial. Trump deixou claro que os EUA deixarão de financiar a defesa de outros países. Mensagem dirigida à NATO, cuja maioria dos membros não cumpre a contribuição mínima de 2% do PIB. "A América primeiro", é a nova doutrina que contraria o intervencionismo americano. Numa aparente aproximação à Rússia, Trump disse ainda: "vamos reforçar as nossas alianças e forjar novas [e] vamos erradicar completamente o terrorismo islâmico da face terra". Logo que tomou posse, a Casa Branca anunciava o "desenvolvimento" de mísseis de defesa para protecção da ameaça apresentada pelo Irão e a Coreia do Norte. 







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comentários mais recentes
Criador de Touros 23.01.2017

Ao fim de 100 dias veremos como está o negócio Trump/Putin e se é verdade que andam a dormir na mesma cama.

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