Justiça Assessor jurídico do Benfica constituído arguido por ser advogado

Assessor jurídico do Benfica constituído arguido por ser advogado

O assessor jurídico do Benfica Paulo Gonçalves foi hoje constituído arguido na sequência de buscas da Policia Judiciária ao clube, por ter estatuto de advogado, disse fonte do Benfica.
Assessor jurídico do Benfica constituído arguido por ser advogado
Paulo Calado/Record
Lusa 19 de outubro de 2017 às 20:28

De acordo com a mesma fonte, a constituição de arguido a Paulo Gonçalves "não reside em nenhuma suspeita concreta do processo, mas sim das exigências do próprio estatuto da ordem dos advogados que assim determina sempre que um advogado forneça informação num âmbito de um processo".

 

Pelo mesmo motivo, um elemento da Ordem dos Advogados esteve presente a acompanhar a diligência.

 

O advogado do Benfica João Correia já tinha dito que o clube não tinha sido constituído arguido.

 

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) confirmou hoje a investigação a um suspeito, no âmbito do caso dos emails do Benfica, por corrupção passiva e activa.

 

Em comunicado, a PGDL dá conta da emissão de mandados de busca domiciliária e não domiciliária, no âmbito de uma investigação em curso pelos crimes de corrupção passiva e activa, por parte da nona secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

 

O director de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou o Benfica de influenciar o sector da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio electrónico de responsáveis 'encarnados', nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira, presidente.

 

Entre outras situações, o responsável dos 'dragões' revelou também a alegada partilha de mensagens de telemóvel do actual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, na altura em que presidiu à Liga de clubes, entre o director de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, e o ex-presidente da Assembleia-Geral da Liga Carlos Deus Pereira.

 




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