Economia Associação de Vítimas classifica de ”musculadas” as medidas do Governo que “não houve em Pedrógão”

Associação de Vítimas classifica de ”musculadas” as medidas do Governo que “não houve em Pedrógão”

A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande destacou as "medidas musculadas" que o Governo anunciou este sábado, recordando que a mesma situação não se verificou aquando do incêndio de Pedrógão Grande.
Associação de Vítimas classifica de ”musculadas” as medidas do Governo que “não houve em Pedrógão”
"Houve medidas musculadas, que são medidas de emergência, mas com músculo financeiro. Aqui, não houve", lamentou a líder da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.
Reuters
Negócios com Lusa 21 de outubro de 2017 às 19:28

"Houve músculo. Houve medidas musculadas, que são medidas de emergência, mas com músculo financeiro. Aqui, não houve. Não houve em Pedrógão", disse à agência Lusa a presidente da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), Nádia Piazza.

 

Para a responsável da associação, as mesmas medidas de apoio financeiro anunciadas este sábado em Conselho de Ministros deveriam "ter acontecido" aquando do incêndio de Pedrógão Grande, fogo que resultou na morte de 64 pessoas.

 

Na região afectada pelo incêndio de Junho, houve apenas "fundos de solidariedade" geridos "com pouca transparência".

 

"Esse músculo deveria ter aparecido" aquando da tragédia de Pedrógão, frisou.

 

Nádia Piazza, que falava à Lusa antes da cerimónia de homenagem às vítimas na estrada nacional 236-1, recordou que as tragédias aconteceram "por motivos conjunturais".

 

No entanto, vincou, é preciso não se tirar o foco "da origem do problema, que é estrutural".

 

"Se desviarmos o foco do que é estrutural - a floresta, a demografia, a economia no interior - daqui a três ou quatro anos vamos estar a discutir o problema de novo", notou Nádia Piazza.

 

O Governo anunciou hoje a disponibilização de uma verba total "entre 300 e 400 milhões de euros" para a recuperação das habitações e infra-estruturas de empresas e autarquias, o apoio ao emprego e ao sector agrícola e florestal, nos municípios afectados pelos incêndios de domingo.

 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

Anónimo Há 3 semanas

Do que anda à procura? É mesmo só protagonismo? É mesmo só dinheiro (à esperada indeminização). Pessoalmente não acredito em si, e espero, que muitos outros façam o mesmo.
Tenha respeito pelo o que diz que perdeu e sofre/sofreu…

pub