Saúde Atendimentos nas urgências sobem 5% até Agosto

Atendimentos nas urgências sobem 5% até Agosto

Contrariando as previsões do Governo, os portugueses estão a recorrer mais às urgências hospitalares, que registaram 4,3 milhões de atendimentos nos primeiros oito meses do ano.
Atendimentos nas urgências sobem 5% até Agosto
Negócios 24 de Outubro de 2016 às 10:43

O Ministério das Finanças previu uma redução de 3,7% na procura pelos serviços de urgência nos hospitais durante este ano, mas os episódios de urgência aumentaram 4,8% nos primeiros oito meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Até Agosto houve 4,3 milhões de atendimentos nestes serviços, o que representa uma subida homóloga de 195 mil, segundo os dados noticiados pelo Público na edição desta segunda-feira, 24 de Outubro.

Apesar de estarem vocacionados para casos urgentes, estes serviços continuam a ser procurados pelos portugueses mesmo quando a gravidade do episódio não o justifica. Mais de um terço destes atendimentos acabou mesmo por ser classificado como pouco ou nada urgente.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a mais afectada por este problema – sobem para quase metade do total (46,6%) os casos que não foram considerados urgentes depois da primeira avaliação à chegada ao hospital. E é também nesta zona do país que a procura pelos serviços de urgência mais cresceu (6,6%) face aos primeiros oito meses de 2015.

A atribuição de incentivos aos centros de saúde que controlem os doentes crónicos e o reforço da aposta na linha telefónica Saúde 24 são duas propostas da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) para tentar baixar a procura pelas urgências hospitalares. O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, já tinha referido que é preciso mais tempo para que se reflicta no terreno a contratação de novos médicos para os centros de saúde.

Numa audição parlamentar realizada a 19 de Outubro, o ministro avançou que "estão a ser assinados 34 protocolos com as autarquias para o lançamento da maior vaga de construção de centros de saúde e de unidades de saúde familiar", num valor superior a 34 milhões de euros. Lisboa e Vale do Tejo vai acolher metade destas novas unidades.




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