Economia Auditoria às transferências para “offshore” alargada pela IGF

Auditoria às transferências para “offshore” alargada pela IGF

A Inspeção-Geral de Finanças (IGF) anunciou esta quinta-feira que alargou o âmbito da auditoria às transferências para 'offshore' sem tratamento da Autoridade Tributária, contando agora com a colaboração do Instituto Superior Técnico para analisar as aplicações informáticas do Fisco.
Auditoria às transferências para “offshore” alargada pela IGF
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 09 de março de 2017 às 18:04

Numa nota publicada esta quinta-feira, 9 de Março, na sua página oficial na Internet, a IGF informa que "alargou o âmbito da auditoria que está a realizar ao sistema de informação e controlo das declarações transfronteiriças - anomalias ocorridas no tratamento informático das declarações modelo 38 pela Autoridade Tributária e Aduaneira -, tendo iniciado uma peritagem, em colaboração com o Instituto Superior Técnico, às respectivas aplicações informáticas".

 

Nesse sentido, a entidade liderada por Vítor Braz afirma que essa peritagem "prolonga o prazo inicialmente previsto para a conclusão da auditoria, mas revela-se necessária para o cabal esclarecimento dos factos públicos ocorridos".

 

Em causa estão os quase 10.000 milhões de euros que foram transferidos para 'offshore' sem o tratamento pela Autoridade Tributária e Aduaneira entre 2011 e 2014, embora os bancos tenham enviado essa informação ao Fisco, conforme está previsto na lei.

 

Entre 2011 e 2015, enquanto Paulo Núncio era secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, não foram publicadas as estatísticas da AT com os valores das transferências para 'offshore', uma publicação que passou a ser feita em 2010, por despacho do então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques (último Governo de José Sócrates).

 

As estatísticas só voltaram a ser publicadas no Portal das Finanças por decisão do actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, sendo que o Ministério das Finanças detectou que houve 20 declarações de operações transfronteiras (os modelos 38, enviadas pelos bancos ao Fisco) que "não foram objecto de qualquer tratamento pela Autoridade Tributária".

 

Dadas as discrepâncias, Rocha Andrade solicitou uma auditoria à IGF que tinha conclusão prevista para o mês de Março.

 

Também o Ministério Público está a recolher elementos sobre este caso, com vista a apurar se existem ou não procedimentos a desencadear. 




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Anónimo Há 2 semanas

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Interessa a confusão, golpes politicos baixos 11.03.2017

Camarada anónimo. Você não percebeu nada das offshores e fala daquilo que não sabe. Primeiro que tudo, isto é uma montagem para abafar a baralhada na CGD. Segundo, o dinheiro que possa ter saído, não é do estado e, desde que o dinheiro não seja de origem criminosa, é livre para ser transferido.

Anónimo 09.03.2017

Se precisar de levantar 5 mil euros para pagar despesas em obras numa habitação é um problema. Como foi possivel aqueles anormais transferirem milhões e milhões sem colocarem obstáculos.

A manipulação programática é um dado 09.03.2017

adquirido. Este governo ao requisitar os serviços (programáticos e científicos) do IST vai de encontro aquilo que deve ser as boas práticas de gestão.

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