Angola Autoridades angolanas vão pedir transferência do processo de Manuel Vicente para Angola

Autoridades angolanas vão pedir transferência do processo de Manuel Vicente para Angola

O pedido formal das autoridades angolanas será enviado para Portugal nos próximos dias, revelou Luís Marques Mendes na SIC.
Autoridades angolanas vão pedir transferência do processo de Manuel Vicente para Angola
Lusa
Negócios 04 de fevereiro de 2018 às 21:09

Manuel Vicente, que é acusado em Portugal no âmbito da operação Fizz, escreveu a 19 de Janeiro uma carta à PGR de Angola, onde pede formalmente que o processo seja transferido para Angola, onde possa ser julgado.

 

A informação foi avançada por Luís Marques Mendes, no seu habitual comentário semanal na SIC, onde o ex-líder do PSD revela que na sequência desta carta de Manuel Vicente, "nos próximos dias chegará formalmente a Portugal um pedido das autoridades angolanas para o processo ser transferido para Angola".

 

De acordo com Marques Mendes, apesar de as autoridades angolanas terem já vindo a defender que o julgamento de Manuel Vicente seja transferido para Angola, até agora nunca houve um pedido formal nesse sentido.

 

O Ministério Público emitiu um mandato de detenção de Manuel Vicente com o objectivo de o notificar da sua condição de arguido no âmbito da Operação Fizz, pelo facto de acredita que o ex-vice presidente de Angola estaria em Portugal este fim-de-semana.

 

A defesa de Manuel Vicente na Operação Fizz assegurou que "não tem qualquer verdade" a informação da PSP sobre uma possível viagem do ex-vice-presidente angolano a Portugal e estranhou que o Ministério Público tenha agido com base na mesma.

 

Sobre estes mandados do Ministério Público, Marques Mendes considerou que foi um "tiro ao lado das autoridades portugueses" e "não havia necessidade de um falhanço tão acentuado".

 

No primeiro dia do julgamento da Operação Fizz, a 25 de Janeiro, foi determinado pelo colectivo de juízes separar o processo que envolve Manuel Vicente, acusado de corrupção activa e branqueamento de capitais, do outro caso que está a ser julgado e que tem como principal arguido o ex-procurador Orlando Figueira, acusado de ter sido corrompido pelo antigo vice-presidente angolano, para que arquivasse inquéritos em que este era visado.




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Esta atitude constitui um sério aviso para que o Vicente não ponha pés em Portugal.Logo perante a impossibilidade de o prender em território nacional resta-lhes tres soluções-julgamente á revelia , transferecia do processo Angola ou deixar processo pendente.O lobby anti MPLA ainda tem força e influe

Lol Há 2 semanas

A lata

pub