Defesa Azeredo Lopes: "É importante robustecer o papel da UE na parte da defesa"

Azeredo Lopes: "É importante robustecer o papel da UE na parte da defesa"

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, defendeu a importância de "robustecer o papel da União Europeia na parte da defesa", afirmando ser necessário definir a complementaridade de esforços com a NATO.
Azeredo Lopes: "É importante robustecer o papel da UE na parte da defesa"
Marta Poppe
Lusa 24 de Novembro de 2016 às 23:40

"É relativamente fácil dizer que as relações entre a NATO e a UE na área da defesa são de complementaridade e de não duplicação, mas é preciso exactamente definir em que é que isso consiste", disse Azeredo Lopes esta quinta-feira à agência Lusa depois de um encontro, em Berlim, com a sua homóloga alemã, Ursula von der Leyen. 

 

Azeredo Lopes defendeu que a duplicação de esforços entre a UE e a NATO "é irracional", obrigando a um esforço operacional para que as duas organizações demonstrem eficiência.

 

O ministro da Defesa exemplificou com a operação Sophia, liderada pela União Europeia, e a operação da NATO, Sea Guardian, cujos objetivos passam pela luta contra o contrabando e tráfico de seres humanos na zona do Mediterrâneo.

 

"Portugal participa na operação Sophia e vai participar na operação Sea Guardian, para a qual já se disponibilizou. Isto significa o quê? Significa que o mesmo Estado vai estar a participar, na mesma área geográfica, em duas operações de natureza similar. Isto obriga a um grande esforço de grande eficiência operacional justamente para que não haja o problema de parecer que as duas organizações estão - e não estão - a competir pelo mesmo território", acrescentou.

 

Azeredo Lopes relembrou que, apesar das ameaças de segurança relativamente à UE serem as mesmas definidas pelo quadro de organização da NATO, a União está perante problemas específicos que desafiam a sua estabilidade.

 

"A parte da coesão entre os Estados, a questão da União Económica e Monetária. Tudo isso são elementos que justificam prioridade para que não possa de alguma forma pensar-se que esta nova estratégia da UE quanto à segurança e quanto à defesa é um paliativo que visa adiar a resolução dos problemas com que actualmente nos deparamos", afirmou.

 

Além do plano para a implementação de uma nova estratégia da política europeia para segurança e defesa aprovado pelo Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa em Bruxelas, a reunião focou-se nas missões das Nações Unidos e da UE no Mali e na República Centro-Africana.

 

Os homólogos discutiram ainda os últimos desenvolvimentos na política internacional como o 'Brexit' a os resultados das eleições norte-americanas. 




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