Bagão Félix admite que reformas antecipadas só depois dos 60 anos e com penalizações
12 Junho 2012, 09:39 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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O ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, admite que só se possibilite que as pessoas se reformem antecipadamente entre os 60 e os 65 anos e, mesmo nestes casos, com penalizações. A excepção será para os desempregados de longa duração.
Em declarações à rádio Renascença, o ex-ministro defende que a reforma antecipada esteja ao acesso dos desempregados “de longa duração” que “já esgotaram período de recebimento do subsídio de desemprego”. Nos restantes casos, a antecipação da reforma poderá ser feita entre os 60 e 65 anos, mas com penalizações.

As declarações do ex-governante surgem um dia depois da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) ter emitido um relatório onde prevê um corte de 20% a 25% nas pensões dos futuros reformados e recomenda o aumento da idade da reforma.

“A idade da reforma terá que aumentar, porque, felizmente, as pessoas vivem mais tempo, mas em Portugal já está a verificar-se, porque desde 2007 há o chamado factor de sustentabilidade que implica: ou face ao envelhecimento da população poder pedir a reforma um pouco mais tarde, ou poder fazê-lo aos 65 anos, mas com uma penalização. Dentro de 25 anos, se esta média de envelhecimento se mantiver, acontece que na altura só se tem a pensão completa como hoje se tem aos 65 anos, se se continuar a trabalhar até aos 67 anos.”

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