Banca europeia já recebeu 1,6 biliões de euros da Europa
01 Dezembro 2011, 16:01 por Ana Laranjeiro | alaranjeiro@negocios.pt
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Entre Outubro de 2008 e 31 de Dezembro de 2010, o apoio nacional dado ao sector financeiro de que os bancos beneficiaram de facto atingiu os 1,608 biliões de euros. Do total desta verba, apenas 409 mil milhões de euros foram utilizados em "medidas de apoio à solvência dos bancos".
O Painel de Avaliação dos Auxílios Estatais da Comissão Europeia (CE) revelou, esta quinta-feira, que “o apoio nacional a favor do sector financeiro de que os bancos efectivamente beneficiaram no período compreendido entre Outubro de 2008 e 31 de Dezembro de 2010 ascendeu, no total, a cerca de 1,6 biliões de euros”, o que corresponde a 13% do PIB comunitário.

De acordo com o comunicado da Comissão Europeia, desta verba, 74% assumiu a forma de garantias dos Estados “prestadas no que respeita ao financiamento por grosso dos bancos”.

Ainda segundo Bruxelas, neste período, dos 1,608 biliões de euros “efectivamente utilizados para apoiar as instituições financeiras”, 1,119 biliões de euros referem-se ao “montante médio pendente de garantias concedidas pelo Estado ao financiamento dos bancos e de outras medidas de apoio à liquidez” do sector. E 409 mil milhões de euros foram utilizados em “medidas de apoio à solvência dos bancos, bem como outras medidas sob forma de injecção de capitais e apoio aos activos depreciados”.

A CE revela ainda que três Estados-membros “contribuíram para quase 60% do montante total de auxílio utilizado”: Irlanda, Reino Unido e Alemanha.

No que diz respeito à ajuda dada à economia real, “com base nas regras temporárias no contexto da crise” desceu para 11,7 mil milhões no ano passado, o que representa um decréscimo de quase 50% relativamente a 2009. A Comissão defende que este facto “reflecte simultaneamente o fraco recurso a estas medidas e as restrições orçamentais a que estão sujeitos quase todos os Estados-membros”.

Para o vice-presidente da Comissão Europeia e comissário europeu da concorrência, Joaquín Almunia, “uma condição fundamental para pôr termo à dependência do sector face ao Estado consiste na resolução da crise da dívida soberana”. O responsável sublinhou ainda que “graças ao controlo dos auxílios estatais, o apoio prestado preencheu o seu objectivo de proteger a estabilidade económica e financeira sem ter provocado até à data quaisquer danos irreparáveis à concorrência e ao mercado único”.

Ainda assim, Joaquín Almunia disse ainda que está “firmemente determinado em restabelecer as regras normais” assim que as condições do mercado permitam bem como, “garantir que os auxílios de que beneficiaram os bancos e a economia real se centrem em promover o crescimento e o emprego”.
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