Zona Euro Banco de Espanha situa impacto da crise catalã entre 0,3% e 2,5% do PIB

Banco de Espanha situa impacto da crise catalã entre 0,3% e 2,5% do PIB

O relatório da autoridade monetária traça dois cenários para as consequências da crise na Catalunha, ainda que até ao momento, não haja indicadores quantitativos que apontem para uma deterioração da actividade económica.
Banco de Espanha situa impacto da crise catalã entre 0,3% e 2,5% do PIB
Bloomberg
Negócios 02 de novembro de 2017 às 13:26

O Banco de Espanha antecipa que a crise na Catalunha poderá ter um impacto entre 0,3% e 2,5% do PIB até 2019, dependendo da dimensão e duração das perturbações.

No seu relatório semestral sobre estabilidade financeira, divulgado esta quinta-feira, 2 de Novembro, a autoridade monetária destaca que, até ao momento, não há elementos quantitativos que indiquem que tenha havido uma deterioração da actividade económica devido à crise política.

Ainda assim, para antecipar as consequências futuras na economia do país vizinho, os especialistas traçaram dois cenários em função da intensidade e duração da instabilidade em torno da região autonómica.

No primeiro cenário, mais suave, a economia cresceria menos três décimas do que anteriormente previsto, enquanto no cenário mais extremo, o impacto seria de 2,5% do PIB nos próximos dois anos.

No cenário menos severo, o nível de risco aumenta no trimestre actual e volta ao nível normal nos primeiros meses de 2018. No segundo cenário, a incerteza só se dissipa no final do próximo ano, atingindo um nível semelhante ao do segundo trimestre de 2012, quando parte do sistema financeiro foi alvo de um resgate.

Segundo o Expansión, esta não é a primeira vez que o Banco de Espanha alerta para as consequências económicas que a eventual independência da Catalunha teria nessa região e no resto do território de Espanha.

Em Setembro do ano passado, Luis Linde, governador do Banco de Espanha, lembrou que, nesse cenário, a Catalunha não pertenceria à região da moeda única, e há pouco mais de um mês, o serviço de estudos do supervisor sinalizou que as "tensões políticas na Catalunha podiam afectar a confiança dos agentes e as suas decisões de gastos, assim como as condições de financiamento". 




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