União Europeia Banco de Inglaterra corta ligeiramente previsões de crescimento da economia

Banco de Inglaterra corta ligeiramente previsões de crescimento da economia

O governador Mark Carney cortou em 0,1 pontos percentuais a previsão de crescimento para este ano. Mas melhorou na mesma dimensão a expectativa para 2018 e 2019.
Banco de Inglaterra corta ligeiramente previsões de crescimento da economia
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 11 de maio de 2017 às 13:26

O governador do Banco de Inglaterra reviu em baixa esta quinta-feira, 11 de Maio, a previsão de crescimento da economia britânica em 2017, prevendo agora que o produto interno bruto avance 1,9%, contra os 2% anteriormente previstos.


A alteração de perspectivas tem por base um cenário de "transição suave" no âmbito do Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia – que culmine num acordo entre Londres e Bruxelas, nomeadamente na área do comércio.

"Com os salários a subirem moderadamente e a inflação a recuperar, os gastos das famílias e o crescimento do PIB [subida de 0,3% no primeiro trimestre] abrandaram notoriamente", afirmou o governador Mark Carney (na foto) em conferência de imprensa, citado pelo Financial Times.

Porém, para 2018 e 2019, contudo, o banco melhorou a sua previsão em 0,1 pontos percentuais (1,7% e 1,8%, respectivamente), esperando que a recuperação recente da libra reduza os encargos com importações e reflectindo-se num abrandamento dos preços.


A previsão de crescimento do PIB para este ano fica ainda assim acima dos 1,8% da Comissão Europeia (actualizados esta quinta-feira). Para 2018, Bruxelas é mais pessimista que Londres, com um crescimento de 1,3%.


As novas previsões para a economia de Londres foram conhecidas no final da reunião do banco central, que manteve a taxa de juro de referência nos 0,25%, com sete dos membros do comité de política monetária favoráveis à manutenção e apenas um contra essa estabilização.


De acordo com a Bloomberg, o banco considera que as taxas de juro terão de subir mais do que a actual curva de mercado sugere no final do período de três anos para manter a inflação sob controlo – antevê-se que atinja 2,2% em 2018 e 2,3% em 2019. Tal análise significará mais do que a única subida de juros que actualmente se prevê que venha a acontecer até ao final de 2019, de 25 pontos base.


A libra reagiu em queda à manutenção da taxa de juro, recuando cerca de 0,6% tanto em relação ao euro como em relação ao dólar, depois de quatro sessões consecutivas de ganhos. Já a praça de Londres inverteu para quedas ligeiras (menos de 0,2%), interrompendo cinco sessões positivas. Recua agora ligeiros 0,01% para 7.384,19 pontos.  


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