Política Monetária Banco de Inglaterra mantém taxa de juro e corta estimativas de crescimento

Banco de Inglaterra mantém taxa de juro e corta estimativas de crescimento

Tal como o mercado esperava, a autoridade monetária britânica decidiu deixar inalterada a sua taxa de juro, nos 0,25%. A decisão não foi consensual. Entretanto, o banco central reviu em baixa as previsões de crescimento para este ano e para 2018.
Banco de Inglaterra mantém taxa de juro e corta estimativas de crescimento
Ana Laranjeiro 03 de agosto de 2017 às 12:07

O Banco de Inglaterra decidiu deixar inalterada a taxa de juro nos 0,25%. A decisão, apesar de ser esperada pelo mercado, não foi unânime. Dois dos membros do Comité de Política Monetária votaram a favor de uma subida dos custos de financiamento para 0,5%, refere o The Guardian. Contudo, os restantes membros não concordaram.

A autoridade monetária britânica reviu, entretanto, em baixa as estimativas de crescimento da economia britânica. A instituição liderada por Mark Carney (na foto) antecipa agora que durante o ano de 2017, o PIB no Reino Unido avance 1,7%, abaixo dos 1,9% previstos anteriormente. No próximo ano, a economia britânica deve crescer 1,6%, contra os 1,7% estimados no passado.

Esta revisão em baixa, de acordo com a Bloomberg, está relacionada com o Brexit e foi suficiente para que os membros do Comité de Política Monetária tenham optado por uma decisão cautelosa, mantendo assim a taxa de juro. As novas previsões reflectem uma degradação das perspectivas económicas. Apesar do banco central antecipar que a libra vai desvalorizar face a outras moedas e a procura mundial vai fazer crescer as exportações britânicas, a incerteza doméstica, provocada pela saída do Reino Unido da União Europeia, que a autoridade considera que será "suave", penalizam o crescimento do PIB.

No final do mês passado, foi revelado que o PIB do Reino Unido cresceu 0,3% no período entre Abril e Junho, em linha com as estimativas dos economistas, mas abaixo da projecção de 0,4% do Banco de Inglaterra. Esta evolução, que se segue a uma subida do PIB de 0,2% nos primeiros três meses do ano, levou o instituto de estatísticas a considerar que a economia sofreu "uma notável desaceleração na primeira metade do ano".

 

Em relação à inflação, escreve o Financial Times, não houve grandes alterações. A autoridade monetária estima que a subida dos preços no consumidor chegue a um pico de 3% em Outubro. A inflação este ano deve fixar-se nos 2,7%, nos 2,6% no próximo e nos 2,2% em 2019.

 

(Notícia actualizada pela última vez às 12:34)




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