União Europeia Banco de Inglaterra melhora previsões mas mantém juros inalterados

Banco de Inglaterra melhora previsões mas mantém juros inalterados

No rescaldo da decisão dos britânicos de deixar a UE, o Banco de Inglaterra reviu em forte baixa as previsões de crescimento e acelerou o programa de estímulos. Agora, espera que a economia cresça em torno de 2%, bem acima do dos 1,4% que previa em Novembro, com mais inflação e menos desemprego. Ainda assim, manteve a taxa de juro em mínimos históricos.
Banco de Inglaterra melhora previsões mas mantém juros inalterados
Bloomberg
Eva Gaspar 02 de fevereiro de 2017 às 12:56
O Banco de Inglaterra manteve inalterada em mínimos históricos de 0,25% a sua taxa de juro de referência mas está mais optimista quando à evolução da economia britânica, esperando uma taxa de crescimento mais robusta, mais inflação e menos desemprego, neste ano e nos próximos dois.

Nas novas previsões do banco central, a economia do Reino Unido deverá crescer 2% em 2017, consideravelmente mais do que os 1,4% que previa em Novembro, mas ainda aquém dos 2,3% que eram antecipados em Maio, pouco antes do referendo que ditou a saída do país da União Europeia (UE). Em 2018, a economia crescerá 1,6%, contra os 1,5% previstos em Novembro. A previsão para 2019 é agora de 1,7%, também uma décima acima da anterior.

Em relação ao desemprego, as previsões foram revistas em baixa para 4,9% neste trimestre, 5% no início de 2018 e 5% no início de 2019. Os cálculos de Novembro apontavam para 5%, 5,5% e 5,6%, respectivamente.

A subida dos preços também será mais forte neste ano (2%, contra a anterior previsão de 1,8%), esperando-se que a inflação acelere em 2018 para 2,7% (2,8% nas previsões de Novembro) e para 2,6% (valor inalterado) no ano seguinte.

Em Agosto, e em resposta ao Brexit, a entidade liderada por Mark Carney (na foto) decidiu baixar as suas taxas de juro de referência para um novo mínimo histórico, ao mesmo tempo que anunciou que a injecção de 60 mil milhões de libras na economia através da compra de obrigações.

Não obstante a melhoria das perspectivas económicas, "a decisão de sair da UE não veio sem custos", advertiu o governador. "As nossas previsões para estes dois anos ainda estão 1,5% abaixo das de Maio" e "os mercados estão já a descontar um ajustamento material na economia britânica que está reflectido na forte queda do valor da libra", precisou Mark Carney.

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