Política Monetária Banco do Japão atira para depois de 2018 inflação perto dos 2%

Banco do Japão atira para depois de 2018 inflação perto dos 2%

O Banco do Japão terminou a reunião de dois dias sobre a política monetária e manteve as taxas de juro nos níveis que estavam. Mas o objectivo de ter uma inflação em torno dos 2% foi agora atirado para depois de 2018.
Banco do Japão atira para depois de 2018 inflação perto dos 2%
Negócios 01 de Novembro de 2016 às 07:22

O Banco do Japão reviu as suas projecções para a inflação, mas não avançou com novos estímulos, o que os analistas acreditam ser uma decisão do governador do banco central de colocar a fasquia mais alto quanto a avançar com outras medidas.

Ao fim de dois dias de reunião, o conselho do banco central manteve inalteradas as taxas em vigor, em mínimos. A taxa para depósitos de alguns bancos comerciais está nos -0,1%. E manteve o programa de compra de dívida pública a um ritmo de 80 biliões de ienes (700 mil milhões de euros), política que em Setembro tinha anunciado que iria flexibilizar.

Manteve as taxas, mas reviu as projecções para a inflação. Agora aponta para subida de preços ao consumidor em torno de 2%, o objectivo do banco central, apenas a partir de 2018. Anteriormente a meta estava prevista para 2017. A inflação tem caído nos últimos meses. Em Setembro, os preços excluindo a comida não processada e a energia terminaram com uma subida de 0,2%, o nível mais baixo de subida dos últimos três anos. Kuroda, na conferência de imprensa após a reunião, disse que o objectivo dos 2% deverá acontecer na segunda metade do período que vai até Maio de 2019 (mês em que termina o ano fiscal no Japão), o que a Bloomberg diz ser uma antecipação de que o objectivo não será alcançado antes da primavera desse ano. 

Assim, segundo as projecções do Banco do Japão a inflação para o ano fiscal de 2016 deverá situar.se entre -0,1% e 0,1%, subindo para 1,5% a 1,7% em 2017, e entre 1,7% 1,9% em 2018. A projecção para o crescimento da economia em 2016 manteve-se inalterada em 1%, tendo ficado também sem mexer as estimativas para o PIB de 2017 (nos 1,3%) e 2018 (0,9%). 

Agora o objectivo é atirado mesmo para depois do fim do mandato de Kuroda, que, na conferência de imprensa, deixou em aberta o seu futuro, dizendo que tal é uma decisão que cabe ao Governo.


Esta terça-feira, 1 de Novembro, também o Banco da Austrália manteve a sua política monetária inalterada, mantendo as taxas de referência no mercado interbancário em 1,5%.






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