Política Monetária Banco do Japão mais optimista e não mexe nos juros

Banco do Japão mais optimista e não mexe nos juros

O Banco de Japão assumiu hoje uma postura mais optimista em relação à economia, deixando a taxa de juro de referência em -0,1%.
Banco do Japão mais optimista e não mexe nos juros
Negócios 20 de dezembro de 2016 às 10:04

A última reunião do ano do banco central japonês acabou de forma pouco surpreendente: como era esperado, a taxa de juro não foi alterada, mantendo-se em terreno negativo há 11 meses, com o objectivo de estimular a economia e a inflação.

 

Segundo o Financial Times (FT), os analistas têm estado mais interessados em perceber se a depreciação do iene, em paralelo com o aumento do preço do petróleo, poderá puxar pelos preços e motivar algum tipo de alteração à política de juros do banco. Recorde-se que em Setembro o Banco do Japão mudou as regras de compra de activos, tentando manter os juros das obrigações a dez anos em 0%, permitindo que a inflação ultrapasse o objectivo de 2%. Isso foi hoje mantido, assim como o ritmo de 80 biliões de ienes de compras anuais.

"Ainda estamos longe do nosso objectivo de 2% de inflação. É por isso apropriado prosseguir uma poderosa expansão monetária, afirmou o governador Haruhiko Kuroda (na foto), citado pela Reuters.

 

O tom foi ligeiramente mais optimista. "A economia japonesa continua em moderada recuperação", com "as exportações a recuperar", devido ao crescimento dos seus parceiros comerciais", referiu o banco. Quanto à inflação, embora seja ligeiramente negativa face ao ano anterior, o FT nota que se observa uma melhoria em relação à anterior reunião, em que o Banco do Japão disse que a situação estava a piorar.

 

Os analistas contactados pelo FT esperam que o banco central deixe as suas taxas de juro inalteradas no futuro próximo, embora se espere algum recuo na compra de activos.

O Governo japonês espera que o PIB do país avance 1,5% no próximo ano fiscal (começa em Abril), quando a anterior estimativa apontava para 1,5%. Contudo, a inflação deverá crescer menos do que se esperava: 1,1% vs. 1,4%.


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