Zona Euro Bancos centrais da França e Alemanha melhoram estimativas de crescimento até 2019

Bancos centrais da França e Alemanha melhoram estimativas de crescimento até 2019

Os bancos centrais dos dois países reviram em alta as suas estimativas de crescimento até 2019 e baixaram as projecções para a inflação.
Bancos centrais da França e Alemanha melhoram estimativas de crescimento até 2019
Bloomberg
Rita Faria 09 de junho de 2017 às 11:45

As duas maiores potências do euro estão mais optimistas quanto ao crescimento da economia até 2019, tendo revisto em alta as projecções para o PIB relativas a este e aos próximos dois anos.

 

Os bancos centrais de ambos os países divulgaram esta sexta-feira, 9 de Junho, a actualização das suas estimativas económicas, que coincide em dois pontos: a subida do PIB será mais acentuada do que anteriormente previsto, ao passo que o crescimento dos preços será ligeiramente inferior nos próximos dois anos.

 

No caso da Alemanha, o Bundesbank melhorou as estimativas de crescimento de 1,8% para 1,9%, este ano, de 1,6% para 1,7% em 2018 e de 1,5% para 1,6% em 2019.

 

"Graças à situação muito saudável do mercado de trabalho, o consumo privado, juntamente com a procura do governo e o investimento em habitação, assegurará um ritmo de crescimento contínuo e sólido", afirmou o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, citado pela Bloomberg. "Esses factores combinar-se-ão para produzir o cenário de uma recuperação económica abrangente e bastante rápida".

 

Pelo contrário, o banco central reviu em baixa as projecções para a inflação de 1,7% para 1,4% em 2018 e de 1,9% para 1,8% no ano seguinte. Para este ano, o Bundesbank espera uma taxa de inflação de 1,5%.

 

A entidade liderada por Jens Weidmann revelou ainda que o rácio da dívida em relação ao PIB deverá baixar os 60% em 2019, o que acontecerá pela primeira vez desde 2002.

 

À semelhança da Alemanha, também França deverá crescer mais do que o esperado graças à evolução do comércio internacional. Contudo, o país corre o risco de incumprir os seus compromissos no que respeita ao défice, segundo as previsões actualizadas do banco central.

 

Ainda que França – como a generalidade dos países do euro – tenha crescido mais rápido do que o esperado, o governador do Banco de França, Villeroy de Galhau, acredita que a região da moeda única ainda precisa de uma política monetária acomodatícia.

 

"Continuamos activos porque ainda há a necessidade de uma política monetária acomodatícia", afirmou Villeroy na Radio Classique. "Ainda não chegámos ao objectivo de uma inflação de 2% no médio prazo".

 

O Banco de França acredita que o PIB vai crescer 1,4% em 2017 e 1,6% nos dois anos seguintes – valores que comparam com as projecções de Dezembro de 1,3%, 1,4% e 1,5%, respectivamente. Já a inflação deverá fixar-se em 1,2% este ano e no próximo e em 1,4% em 2019.

 

No que respeita ao défice, o banco central estima que deverá atingir 3,1% do PIB este ano, acima da meta de 3% que o antigo presidente François Hollande havia prometido cumprir pela primeira vez na última década. 




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comentários mais recentes
Conselheiro de Trump 09.06.2017

A Franca nao tem forca,peso e educacao suficiente para puxar os perifericos para cima como fez Alemanha aos paises mais aconchegados.Filho de pai relaxado so procura mulheres e copos.

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