Empresas Bancos mandatam sociedade de advogados para renegociar dívida com TAP

Bancos mandatam sociedade de advogados para renegociar dívida com TAP

Os bancos financiadores da companhia aérea escolheram o escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva para os representar conjuntamente na renegociação da dívida com a TAP.
Bancos mandatam sociedade de advogados para renegociar dívida com TAP
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 07 de Novembro de 2016 às 17:44

O ministro do planeamento e das infra-estruturas, Pedro Marques, revelou esta segunda-feira aos jornalistas, no final da audição sobre o Orçamento do Estado para 2017, que as administrações dos bancos financiadores da TAP mandataram um escritório de advogados para os representar conjuntamente nas negociações com a companhia área no âmbito da renegociação da dívida.


O Negócios sabe que a sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva vai assim representar as instituições financiadoras da companhia aérea, entre as quais se contam Caixa Geral de Depósitos, Novo Banco e Millennium BCP, mas também Deutsche Bank, Santander ou Popular.

Este mandato dado ao escritório de advogados signfica para Pedro Marques que "estão desbloqueadas as condições de negociação".


No parlamento o ministro disse ainda esperar que até ao final do ano sejam concluídas as negociações com os bancos financiadores, cujo atraso disse não ser da responsabilidade do Estado.


Este é um dos passos para a conclusão da operação que vai permitir ao Estado passar a ter 50% da companhia área. A conclusão do processo exige ainda que seja lançada a oferta pública de venda de 5% da TAP junto dos trabalhadores, como prevê a lei das privatizações, e que a nova estrutura accionista obtenha parecer positivo da Autoridade Nacional da Aviação Civil.


Ao contrário da Autoridade da concorrência, que já se pronunciou favoravelmente, o regulador da aviação civil só tem de se pronunciar a posteriori.


O ministro escusou-se a avançar datas para a conclusão do processo, lembrando designadamente que não tem " possibilidade de marcar os ritmos das instituições financeiras" nem tem possibilidade de "saltar etapas".




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