Política Barómetro: PS mantém vantagem confortável nas intenções de voto

Barómetro: PS mantém vantagem confortável nas intenções de voto

O PS mantém uma liderança confortável no barómetro político de Março, elaborado pela Aximage. Os inquiridos dão 41,7% das intenções de voto aos socialistas, enquanto o PSD recolhe 26%, ficando a uma distância de 15,7 pontos percentuais.
Barómetro: PS mantém vantagem confortável nas intenções de voto
Miguel Baltazar
João Maltez 10 de março de 2017 às 18:00

O Partido Socialista (PS) mantém-se, no início deste mês de Março, confortavelmente à frente nas intenções de voto legislativo, embora com menos três décimas percentuais (0,3%) face a Fevereiro, segundo a mais recente sondagem da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã. Assim, se as eleições se realizassem esta semana, o PS venceria com 41,7% dos votos (42% no mês anterior), enquanto o PSD se quedaria por 26% (26,4% em Fevereiro).


No Barómetro Político de Março, a maior subida na intenção de voto vai para o Bloco de Esquerda, aumenta quase um ponto, fixando-se nos 9,2% (em Fevereiro estava nos 8,4%). O CDS-PP também vê crescer o apoio dos eleitores, para 5,3% (5% em Fevereiro). Em sentido contrário, a coligação entre o PCP e o Partido Ecologista Os Verdes (CDU) regista uma queda de cerca de um ponto percentual, ao recolher a simpatia de 6,8% dos inquiridos (7,9% em Fevereiro).


O barómetro de Março da Aximage coincide com um altura em que o clima de crispação política entre os partidos que apoiam o Governo e a oposição tem vindo a subir de tom. Isto, na sequência do caso sobre a troca de SMS entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues; e, mais recentemente, das questões em torno das transferências para offshores, nomeadamente a não publicação de relatórios pela Administração Fiscal entre 2011 e 2015, período do anterior Executivo PSD/CDS-PP.


No que diz respeito à avaliação [de 0 a 20] feita aos líderes partidários, o secretário-geral do PS, António Costa, é o mais bem posicionado, recolhendo uma nota de 14,2 valores, contra 11,6 de Catarina Martins, do Bloco de Esquerda. São aliás os dois únicos a melhorar a nota face a Fevereiro. Ainda com apreciação positiva surge Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, com uma ligeira descida, para 10,3 (10,5 no mês anterior). Quedas mais acentuadas registam Assunção Cristas, do CDP-PP, que vê a sua nota descer para 8,6 (9,2 em Fevereiro); e Pedro Passos Coelho, presidente do PSD, que cai de 5,8 para 5.
 

 

Marcelo, Costa e Governo bem avaliados

A agressividade do debate político que tem marcado os encontros no Parlamento entre o primeiro-ministro, António Costa, e o líder do maior partido da oposição, Pedro Passos Coelho, aparenta ter tido pouca influência junto dos inquiridos pela Aximage.

À pergunta "em quem é que tem maior confiança para primeiro-ministro?", 63,6% dos inquiridos apontam para Costa (ainda assim menos 2,5 pontos percentuais face a Fevereiro), contra os 26,2% que preferem Passos (mais um ponto percentual face ao mês anterior).

Outro dado relevante do Barómetro Político de Março é o que diz respeito ao índice de expectativas no Governo de António Costa. Aqui, num intervalo ajustado que vai de -100 a 100, o actual Executivo beneficia de uma expectativa alta por parte dos inquiridos, já que recolhe um valor de 59 (mais cinco pontos face ao mês anterior).


Já a forma como o Presidente da República se tem posicionado institucionalmente no actual contexto político continua a permitir-lhe um elevado índice de popularidade. Questionados pela Aximage sobre a actuação de Marcelo Rebelo de Sousa nos últimos 30 dias, 88,2% dos inquiridos consideram que esteve bem e só 4,5% dizem que trabalhou  mal.

Na semana em que se completou um ano sobre a sua tomada de posse, o Chefe de Estado recebe ainda na avaliação à fase inicial do seu mandato uma nota de 18,3 valores, numa escala de 0 a 20.    

 

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 608 entrevistas efectivas: 288 a homens e 320 amulheres; 61 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 107 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 168 na Área Metropolitana de Lisboa e 82 no Sul e Ilhas; 95 em aldeias, 165 em vilas e 352 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo de corrido nos dias 4 a 6 de Março de 2016, com uma taxa de resposta de 83,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 608 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz




A sua opinião18
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 11.03.2017

Claro; correu com os adversarios todos para os paises dos outros, agora tem o apoio de todos os a quem ele ofereceu um tacho publico!!! Tem o trono bem seguro!!

comentários mais recentes
Zé Maria 12.03.2017

Perfeitamente natural. Os portugueses gostam de ser roubados e enganados, e não aprendem. Também votaram 2 vezes no "que diz que é engenheiro" Sócrates, e fizeram grandes homenagens ao Soares.

Enorme Costa 11.03.2017

Quem não gosta que emigre.

Anónimo 11.03.2017

Enfim estou cansada de tantas sondagens temos eleições. Fico triste por sermos um povo que se vende por uns tostões gosta de ser enganado e persiste nos mesmos erros

Anónimo 11.03.2017

Quem ainda não tivesse percebido que o crédito bancário a empresas privadas e a particulares não pode ser concedido sem se aferir a real capacidade dos potenciais devedores para pagar as suas dívidas e a capacidade da economia para promover as condições de equidade e sustentabilidade, assentes nas tendências nos mercados domésticos e mundiais, que permitam pagá-las, percebeu agora. Resta também que se comece a ter igual entendimento e sensibilidade em relação ao crédito concedido a todo o sector público. Isso implicará sempre a capacidade para despedir onde é preciso despedir, investir na tecnologia onde se tem que investir e deixar de tratar a oferta e procura reais como se não existissem ou fossem opcionais.

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub