Conjuntura BBVA: Economia portuguesa deve avançar 0,4% na recta final do ano

BBVA: Economia portuguesa deve avançar 0,4% na recta final do ano

A economia portuguesa, estima o BBVA, avançará 0,4% nos últimos três meses do ano comparando com o trimestre anterior. O aumento da procura interna estará a suportar esta evolução do produto interno bruto.
BBVA: Economia portuguesa deve avançar 0,4% na recta final do ano
Bruno Simão
Ana Laranjeiro 18 de dezembro de 2017 às 13:23

O produto interno bruto nacional (PIB) vai crescer 0,4% nos últimos três meses do ano face ao trimestre anterior estima a unidade de research do BBVA. Depois da economia portuguesa ter expandido 0,5% no terceiro trimestre, o banco espanhol aponta que o crescimento económico nos últimos três meses do ano terá "consolidado uma certa estabilização em torno destes níveis após os fortes avanços de fins de 2016 e princípios de 2017".

Este crescimento da economia nacional na recta final do ano deve-se sobretudo ao contributo da procura interna, tanto do consumo privado como do investimento, segundo o BBVA, na nota a que o Negócios teve acesso.

Apesar de ainda não serem conhecidos muitos dados relativos aos últimos três meses do ano, para já os que existem - emprego e a produção industrial em Outubro – refere o banco - "apontam para uma estabilização do crescimento em taxas próximas de 0,4% trimestre a trimestre durante o quarto trimestre de 2017, embora com uma alteração de composição em relação" aos três meses anteriores. "Investimento e exportações recuperarão dinamismo, enquanto o consumo e o turismo poderão corrigir parte do impulso e as importações reduzirão o fôlego", pode ler-se no documento.

Apesar da desaceleração das vendas a retalho em Outubro – comparando com os meses anteriores – a confiança dos consumidores nesse mês "continuou a tendência de melhoramento observada ao longo do terceiro trimestre de 2017".

"Desta forma, e dado o novo avanço observado durante o terceiro trimestre de 2017, é de esperar um ajuste no crescimento do consumo privado durante o quarto trimestre de 2017. Isto estaria em consonância com as expectativas já apontadas em anteriores observatórios que apontavam precisamente para uma desaceleração das contribuições do consumo privado para o crescimento do PIB nos próximos trimestres".

Relativamente às exportações e importações, em Outubro, estas "mantêm os sinais de dinamismo dos últimos meses, embora ajustando o forte aumento de Setembro". "A boa situação do comércio mundial, assim como as positivas previsões para a Europa, espera-se que continuem a apoiar o sector das exportações portuguesas nos próximos trimestres, embora com uma compensação entre exportações e importações que reduzirá o crescimento. Ao que precede somam-se as tensões geopolíticas ainda existentes em destinos concorrentes que poderiam continuar a atrair turismo para Portugal, embora, dado o auge observado em anos anteriores, o sector já comece a mostrar alguns sintomas de esgotamento", sublinha o BBVA.

O banco espanhol acredita que a economia portuguesa registe um crescimento de 2,6% e de 2,3% e de 2018. Estes números estão em linha com as previsões do Fundo Monetário Internacional e do Banco de Portugal. O FMI prevê um crescimento de 2,6% para este ano e 2,2% no próximo. E a instituição liderada por Carlos Costa estima que a economia portuguesa deverá crescer 2,6% este ano e 2,3% em 2018.

Os economistas consultados pela Bloomberg no início deste mês apresentaram, contudo, um optimismo mais moderado para 2018 e 2019, antecipando que o PIB de Portugal cresça 2% em 2018 e 1,9% em 2019.




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