Conjuntura BBVA vê economia a perder gás na recta final de 2016

BBVA vê economia a perder gás na recta final de 2016

O banco espanhol espera que a aceleração do terceiro trimestre - quando a economia cresceu 0,8% em cadeia - tenha sido "temporária" e que o crescimento venha a reduzir-se a mais de metade no último trimestre do ano, à volta de 0,3%. Meta do Governo - 1,2% no ano - deverá ser alcançada.
BBVA vê economia a perder gás na recta final de 2016
Bruno Simão
Paulo Zacarias Gomes 23 de janeiro de 2017 às 12:04

O BBVA estima que a economia portuguesa tenha desacelerado no último trimestre do ano passado, crescendo em torno dos 0,3% em cadeia (evolução relativamente ao anterior trimestre), depois de ter avançado a um ritmo de 0,8% entre o segundo e o terceiro trimestres.


"Os dados disponíveis relativos ao 4T16 apontam para um crescimento menor que o do terceiro trimestre, que poderá situar-se em torno dos 0,3% t/t", lê-se no research distribuído esta segunda-feira pelo banco espanhol, no âmbito do seu Observatório Económico Portugal e a que o Negócios teve acesso.

O valor é ligeiramente mais baixo que o previsto anteriormente pelo BBVA, que esperava um crescimento em cadeia no último trimestre em torno dos 0,4%.

O desempenho do PIB no quarto trimestre do ano passado será conhecido a 14 de Fevereiro, quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgar a estimativa rápida para aquele período.

A justificar as taxas próximas dos 0,3% no último trimestre está a dinâmica do consumo privado (patente por exemplo nas vendas a retalho e na melhoria do indicador de confiança do consumidor) e uma menor debilidade do investimento ("leves" crescimentos na produção industrial entre Outubro e Novembro).

Por outro lado, a procura pública ter-se-á mantido e os ganhos das exportações terão sido mais moderados no quarto trimestre, com a desaceleração do crescimento das importações nominais no terceiro trimestre a ter-se verificado "transitória" e a actividade turística a manter a tendência em alta.


A instituição antecipa que Portugal tenha fechado 2016 a crescer 1,2% em termos homólogos – em linha com as estimativas do Governo no Orçamento para 2017 -, antecipando para este ano um avanço do PIB em 1,3%.

(Notícia actualizada às 12:19 com mais informações)




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 23.01.2017

Todos os acordos e geringoncas so' tem beneficiado uns e ' destruido outros; falhou tudo miseravelmente; por isso apareceu o Trump para iniciar uma nova ordem; cada um para si e acabou a solidariedade que em alguns paises so causou fotunas e arrogancia para uns e pobreza para outros,,a pontos de os obrigar a refugiarem-se noutros paises

comentários mais recentes
surpreso 23.01.2017

João 22 ,isso é comigo? Contenha-se

surpreso 23.01.2017

KA,GUEI NO BBVA.SÓ ACREDITO NA PALHAÇADA DO MARCELO

Anónimo 23.01.2017

Todos os acordos e geringoncas so' tem beneficiado uns e ' destruido outros; falhou tudo miseravelmente; por isso apareceu o Trump para iniciar uma nova ordem; cada um para si e acabou a solidariedade que em alguns paises so causou fotunas e arrogancia para uns e pobreza para outros,,a pontos de os obrigar a refugiarem-se noutros paises

Anónimo 23.01.2017

Portugal nunca devia ter entrado para a moeda única. É fácil ver que se uma sardinha passar junto dum tubarão, é logo comida. Do mesmo modo, nós , em caso nenhum podemos estar na mesma moeda que os " tubarões " da Europa ! Meterem-nos na moeda única foi traição a Portugal.

ver mais comentários
pub