Política Monetária BCE confirma redução de ritmo de compras a partir de Janeiro

BCE confirma redução de ritmo de compras a partir de Janeiro

Na última reunião do ano dedicada a decisões de política monetária, que contou com novas previsões para inflação e crescimento, o BCE confirma o rumo traçado em Outubro.
BCE confirma redução de ritmo de compras a partir de Janeiro
Reuters
Rui Peres Jorge 14 de dezembro de 2017 às 12:46

As taxas de juro centrais na Zona Euro manter-se-ão nos níveis actuais pelo menos até final do próximo ano e provavelmente até bem dentro de 2019, e o programa de compra de activos continuará pelo menos até Setembro de 2018 mas o volume mensal de compras baixará de 60 para 30 mil milhões de euros já em Janeiro. Esta é a orientação de política que o BCE deixou no final de Outubro, e que em larga medida é reafirmada no comunicado que se seguiu à reunião de 14 de Dezembro, a última de 2017.

"O Conselho do BCE decidiu que a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão inalteradas em 0,00%, 0,25% e -0,40%, respectivamente", lê-se no comunicado que reafirma que o BCE "espera que as taxas de juro directoras (...) permaneçam nos níveis atuais durante um período alargado e muito para além do horizonte das compras líquidas de activos", ou seja, será sempre muito para lá de Setembro de 2018.

No texto, o banco central confirma ainda que continuará a aumentar o seu balanço até Setembro de 2018, mas que o ritmo de compras baixará para metade no próximo mês: "O Conselho do BCE confirma que, a partir de Janeiro de 2018, pretende continuar a efectuar compras líquidas de activos ao abrigo do programa de compra de activos a um ritmo mensal de €30 mil milhões, até ao final de Setembro de 2018, ou até mais tarde, se necessário", lê-se no comunicado onde se continua admitir um reforço do programa de compras face a sinais negativos da evolução da inflação.

O BCE continuará também a reinvestir o dinheiro dos títulos que cheguem à maturidade "durante um período prolongado após o termo das compras líquidas de activos e, em qualquer caso, enquanto for necessário". Entre Novemebro e Outubro do próximo ano vencerão cerca de 130 mil mihões de euros em títulos.

Mario Draghi explicará a avaliação da instituição sobre o momento da economia europeia e o posicionamento da política monetária em conferência de imprensa às 13:30 de Lisboa. Os governadores contaram com novas previsões para a evolução do PIB e da inflação na Zona Euro, as quais também serão divulgadas durante o encontro com os jornalistas.


As condições económicas da Zona Euro continuam a melhorar tanto ao nível da actividade económica, como o emprego, mas sem efeitos significativos nos preços e na inflação da região. A primeira estimativa de inflação para Novembro apontou para uma aceleração de 1,4% para 1,5%, com a inflação subjacente (a que desconta o efeito de energia e bens alimentares) estável nos 1,4%.




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Criador de Touros 14.12.2017

Sim, já estamos bastante perto da decisão da Fitch, que a maioria das casas de investimento antecipa subirá o rating de Portugal. Haverá subidas das boas concerteza. No antecipar o momento é que está o ganho.Cumprimentos e bons negócios

Anónimo 14.12.2017

Vamos levar a que o governo angolano devolva aquilo que é de 100.000 portugueses! 30 segundos (literalmente) do vosso tempo bastam:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT87641

Kingkong 14.12.2017

Criador! Tou dentro do BCP. Com a subida de rating a Portugal. Vão dar uma subida!

Criador de Touros 14.12.2017

Talvez ligeiramente diferente...Os mercados anteciparão tudo com alguma antecedência.

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