Economia BCE poderá assumir perdas numa segunda reestruturação da dívida grega

BCE poderá assumir perdas numa segunda reestruturação da dívida grega

Bancos centrais nacionais da Zona Euro também poderão participar num possível "haircut" de 30%. Os responsáveis europeus já estão a ponderar esta possibilidade no âmbito de uma segunda reestruturação da dívida grega.
Negócios 27 de julho de 2012 às 14:02
Os dirigentes europeus estão a trabalhar em opções de "último recurso" para reduzirem as dívidas da Grécia e ajudarem a manter o país no euro. Entre essas opções, está a possibilidade de o BCE e os bancos centrais dos Estados-membros assumirem perdas significativas sobre o valor das obrigações soberanas gregas que detêm, divulgaram hoje alguns responsáveis próximos destas conversações, citados pela Reuters.

Os credores privados, recorda a agência britânica, já assumiram pesadas amortizações sobre a dívida grega que tinham em mãos, aquando do segundo resgate a Atenas "selado" em Fevereiro. No entanto, esse "haircut" não foi suficiente para garantir a solvência da Grécia, pelo que tem vindo a ser avançada a possibilidade de haver nova reestruturação da dívida.

E, desta vez, os bancos centrais poderão ter de assumir também perdas. O mais recente objectivo é reduzir o endividamento helénico entre 70 e 100 mil milhões de euros, de modo a que as dívidas sejam cortadas para 100% do PIB anual, comentaram à Reuters alguns responsáveis envolvidos neste debate.

"Isto exigirá que o BCE e os bancos centrais nacionais assumam perdas sobre as obrigações soberanas gregas que detêm, e poderá também levar a que os governos nacionais também aceitem perdas", refere a Reuters citando as mesmas fontes.

A opção que parece reunir maior consenso é a de o BCE e os bancos centrais nacionais acarretarem com esse custo, mas isso poderá significar que alguns bancos e o próprio Banco Central Europeu tenham de ser recapitalizados, afirmaram os mesmos responsáveis.

Uma opção que está a ser trabalhada é a de o BCE e os bancos centrais nacionais que fazem parte da Zona Euro amortizarem em 30% o valor das obrigações soberanas gregas que têm em mãos, um processo a que se dá o nome de "haircut" (desconto). Ou seja, assumiriam que a dívida grega
que possuem passaria a valer menos 30%.

A primeira reestruturação implicou uma perda acima de 70% apenas para os investidores privados. Agora pode envolver os institucioanis, calculando-se que tenham em carteira cerca de 200 mil milhões de euros em dívida grega.

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comentários mais recentes
GregoRio 27.07.2012

Tudo o que se pode dizer é que os gregos são europeus de 1ª enquanto todos os outros continuam a trabalhar e fazer sacrifícios cada vez maiores para sustentarem os preguiçosos e caloteiros gregos que nada querem fazer. A verdade é que enquanto continuar quem aceite trabalhar para pagar as contas e mordomias dos gregos, não se poderá esperar que os próprios gregos se revoltem.

Os lucros são para os privados e prejuizsos para 27.07.2012

Os lucros dos juros dos emprestimos aos paises vão para os bolsos dos bancos privados.

Os prejuizos são nacionalizados e são para o povo pagar.
Um povo IMBECIL E DESMIOLDAO que adora ser ROUBADO e portanto votam sempre em politicos vigaros e ladrões.

DEVERIAM SIM ERA DECLARAR FALENCIA E APRESENTAR A CONTA AOS BANCOS QUE ADORAM ESFOLAR E XULAR COM JUROS ALTOS.........

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