BCE admite ser também necessário um "pacto para o crescimento"
25 Abril 2012, 12:42 por Lusa
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Falando perante a comissão parlamentar de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, Draghi rejeitou a ideia defendida por alguns eurodeputados no sentido de o BCE ter uma intervenção mais directa na crise.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, admitiu hoje em Bruxelas que a União Europeia também precisa de um "pacto para o crescimento", além do "pacto orçamental" já acordado pelos líderes europeus.

Falando perante a comissão parlamentar de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, Draghi rejeitou, no entanto, a ideia defendida por alguns eurodeputados no sentido de o BCE ter uma intervenção mais directa, defendendo que o crescimento passa por os Estados-membros prosseguirem os esforços no sentido de porem as suas finanças públicas em ordem e prosseguirem as reformas estruturais, designadamente no mercado de trabalho.

Considerando que a política monetária do BCE não tem sido demasiado "apertada", como foi sugerido por alguns eurodeputados, Draghi insistiu que uma intervenção nos mercados secundários é contrária aos tratados e reduz a credibilidade do BCE.

Numa conferência de imprensa posterior, e questionado sobre as declarações de Draghi, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse não ter ainda conhecimento das mesmas, pelo que se escusou a comentá-las, mas adiantou que "a posição da Comissão é muito clara", e vai também no sentido de a austeridade ter de ser complementada com medidas para o crescimento.

"Precisamos de complementar as medidas de consolidação orçamental com crescimento. O crescimento é a resposta", disse, acrescentando que para tal é necessário investimento, e o seu executivo tem apresentado várias propostas nesse sentido.

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