Política BE: 2017 tem de ser o ano para reverter medidas da troika para trabalhadores do privado

BE: 2017 tem de ser o ano para reverter medidas da troika para trabalhadores do privado

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) declarou hoje que 2017 tem de ser o ano para reverter medidas introduzidas pela 'troika' na legislação laboral sobre os trabalhadores do privado, apresentando o partido várias medidas sobre a matéria.
BE: 2017 tem de ser o ano para reverter medidas da troika para trabalhadores do privado
Miguel Baltazar
Lusa 13 de dezembro de 2016 às 14:09

"As decisões de alteração ao código de trabalho foram prometidas como necessárias ao crescimento e emprego em Portugal e não trouxeram crescimento da economia nem mais emprego no nosso país. Bem pelo contrário", assinalou Catarina Martins, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

 

O Bloco apresentou hoje várias medidas para "expurgar o código de trabalho das medidas da "troika", advogando que em 2017 é importante, por exemplo, "relançar" a contratação colectiva, "reverter a facilitação" dos despedimentos, o regresso aos 25 dias de férias e o "remunerar com justiça" do trabalho extraordinário.

 

De acordo com contas feitas por "académicos e também pelo Instituto Nacional de Estatística", frisou a líder bloquista, "passaram dos trabalhadores para os patrões" um total de 2,3 mil milhões de euros, entre as alterações feitas às horas extraordinárias, a diminuição do período de férias e outros factores.

 

"As pessoas começaram a trabalhar mais dias, menos horas, por menos dinheiro", sublinhou Catarina Martins, lembrando que a actual maioria parlamentar "esteve solidária" em lutas dos trabalhadores como a da Taxa Social Única (TSU) e "tem agora a responsabilidade de reverter esta legislação".

 

E prosseguiu: "Consideramos que a maioria parlamentar tem o mandato de reverter o que a 'troika' fez ao país. E a 'troika' empobreceu os rendimentos do privado. Julgo que seremos capazes de o fazer [reverter as medidas], e não devíamos acabar esta sessão legislativa sem dar passos muito concretos nesse sentido".

 

Ao reverter essas medidas, sustenta Catarina Martins, será possível "criar emprego", e "isso não é coisa pouca".

 

As alterações feitas no período da 'troika' retiraram rendimentos aos trabalhadores por várias vias, enumerou a coordenadora do BE: pelo aumento do trabalho não pago, com menos feriados e menos dias de férias, pela redução do valor pago pelo trabalho, nomeadamente com a queda nos pagamentos de horas extraordinárias e dias feriados, e pela redução das compensações nas extinções de contratos de trabalho ou despedimentos.

 

Agora, o Bloco propõe várias medidas para reverter estas medidas, sendo que o partido, reconhece Catarina Martins, gostaria de "ir mais longe" do que a mera reversão em vários pontos.

 

"Onde há divergência, faça-se o debate", disse a bloquista, depois de questionada pelos jornalistas sobre a posição do Governo liderado por António Costa. 


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mais votado Anónimo 13.12.2016


Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

Porque é que 7 000 000 de trabalhadores e pensionistas privados têm de ser cada vez mais sacrificados para sustentar a reposição dos salários, das pensões e das mordomias de 1 000 000 de ladrões FP / CGA?

São medidas injustas que vão enterrar os portugueses em mais de 2 000 milhões €, por ano, todos os anos!

Chega de mordomias para os funcionários públicos, são as 35 horas de trabalho, os dias de férias que começam nos 25 dias, as pensões muito acima dos restantes mortais e com muito menos anos de descontos, o bloco de "desculpas" para faltar ao trabalho, as inúmeras greves dos inúteis sindicatos, a impossibilidade de serem despedidos.

comentários mais recentes
matita42 14.12.2016

Muito simpática esta senhora, finalmente. Agora só lhe falta dizer onde vai buscar o dinheiro para pagar isto é o resto.

Anónimo 13.12.2016


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FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

Porque é que 7 000 000 de trabalhadores e pensionistas privados têm de ser cada vez mais sacrificados para sustentar a reposição dos salários, das pensões e das mordomias de 1 000 000 de ladrões FP / CGA?

São medidas injustas que vão enterrar os portugueses em mais de 2 000 milhões €, por ano, todos os anos!

Chega de mordomias para os funcionários públicos, são as 35 horas de trabalho, os dias de férias que começam nos 25 dias, as pensões muito acima dos restantes mortais e com muito menos anos de descontos, o bloco de "desculpas" para faltar ao trabalho, as inúmeras greves dos inúteis sindicatos, a impossibilidade de serem despedidos.

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