Política BE considera inaceitável discurso de Ricardo Salgado sobre resolução do BES

BE considera inaceitável discurso de Ricardo Salgado sobre resolução do BES

"É verdade que o Banco de Portugal não se portou muito bem, mas não se pode desculpar quem actuou mal pelo que regulador possa não ter feito bem. Isso não é aceitável e o BE não aceitará esse tipo de discurso", afirmou Catarina Martins aos jornalistas.
BE considera inaceitável discurso de Ricardo Salgado sobre resolução do BES
Miguel Baltazar
Lusa 22 de julho de 2017 às 12:48

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, classificou hoje como inaceitável que o antigo banqueiro Ricardo Salgado atire responsabilidades para o Banco de Portugal no processo da resolução do BES.

 

"É verdade que o Banco de Portugal não se portou muito bem, mas não se pode desculpar quem actuou mal pelo que regulador possa não ter feito bem. Isso não é aceitável e o BE não aceitará esse tipo de discurso", afirmou Catarina Martins aos jornalistas.

 

Numa entrevista ao Dinheiro Vivo, o antigo presidente do banco critica o governador do Banco de Portugal, afirmando que a instituição "provocou o colapso do BES".

 

Refere também que nunca foi hostilizado pelos lesados do BES e que compreende as razões de queixa que apresentam, defendendo que sempre teve intenção de pagar tudo a toda a gente e, se não o fez, foi porque "o governador do Banco de Portugal decidiu avançar com a resolução do BES".

 

Catarina Martins, que falava em Valongo, à margem de uma visita ao Parque das Serras do Porto, referiu, contudo, ainda não ter lido a entrevista.

 

Questionada sobre as conversões do BE com o Governo sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2018, a coordenadora afirmou ter a expectativa de que o documento, quando for entregue no parlamento, a 15 de outubro, "já tenha nas linhas gerais daquilo que são os grandes compromissos das posições conjuntas assumidas com a atual maioria" parlamentar.

 

Contudo, destacou, "há matérias do orçamento e há matérias que são compromisso que devem estar fechadas antes do OE", designadamente o direito a uma reforma por inteiro a todos aqueles que "começaram a trabalhar criança e já têm 60 anos".

 

Segundo a coordenadora do BE, "há matérias em aberto e há matérias que, não sendo do orçamento, para o BE são prioritárias que sejam resolvidas".

 

"Não é novidade para ninguém se dissermos que estamos muito preocupados com a criação de mais escalões de IRS que possa aliviar os rendimentos das famílias, ou com a capacidade que os serviços públicos vão ter para atuar, nomeadamente para melhorar escola e o Serviço Nacional de Saúde", disse.

 

A responsável afirmou ainda que o BE "leva muito a sério os seus compromissos".

 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
António Ribeiro Há 1 dia

Neste processo (crime) os partidos políticos e as comissões de inquérito parlamentar só serviram para branquear a irresponsabilidade cometida pelo governador do Banco de Portugal, com a Resolução do BES, e a incompetência do governo Passos Coelho.

Amilcar Alho Há 1 dia

Sem prej de também ter culpa, Ricardo Salgado não deixa de ter razão quando diz que qualquer supervisor ou governo responsável evitava a Resolução do BES. Esta decisão contaminou o sistema bancário português e originou a falência de várias empresas. O que se passa na PT também é consequência disto.

pub