Economia BE diz que crescimento prova que Governo tem de "ir mais longe" nos rendimentos e direitos

BE diz que crescimento prova que Governo tem de "ir mais longe" nos rendimentos e direitos

A vice-presidente da bancada parlamentar do BE Mariana Mortágua afirmou hoje que os dados sobre crescimento económico provam que o Governo socialista tem de "ir mais longe" na "devolução de rendimentos e direitos".
BE diz que crescimento prova que Governo tem de "ir mais longe" nos rendimentos e direitos
Miguel Baltazar
Lusa 14 de fevereiro de 2018 às 12:45

"O crescimento só é sustentável assente em bons salários, emprego estável e serviços públicos e qualidade de vida porque só esse dá condições de futuro. É por isso que nos temos de empenhar em garantir os direitos das pessoas. É a prova de que a direita estava errada, mas também um alerta para o Governo, que tem de ir mais longe", nomeadamente em protecção de direitos laborais, disse a dirigente bloquista, em declarações aos jornalistas, no parlamento.

 

A economia portuguesa cresceu 2,7% no conjunto de 2017, o ritmo de crescimento anual mais elevado desde 2000 e mais 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

"Sempre dissemos que a austeridade é uma má política económica. Sempre lutámos por esta alteração de política e ela resulta. Há mais investimento, emprego e consumo porque há mais rendimentos, que foram devolvidos, numa mudança de política económica. Sempre o soubemos até contra algum cepticismo do Governo, que continuava como continua a não querer ir tão longe na devolução de rendimentos", insistiu a deputada bloquista.

 

De acordo com o INE, a aceleração do crescimento no ano passado - recorde-se que a economia portuguesa tinha crescido 1,5% no conjunto de 2016 - resultou do "aumento do contributo da procura interna, reflectindo principalmente a aceleração do investimento, uma vez que a procura externa líquida apresentou um contributo idêntico ao registado em 2016".

 

Foi o ritmo de crescimento mais elevado desde 2000, sendo que esse ano a economia subiu 3,8% e desde então que, quando cresceu, foi sempre a ritmos inferiores a 2,7%.

 

"O que os dados nos dizem é que temos de ir mais longe. As pessoas têm chegar ao hospital e ver o resultado de uma economia que cresce a 2,7% e, no final do mês, e ter no seu salário esse resultado. Só essa política de devolução de rendimentos e direitos pode fazer com que este crescimento seja mais forte e sustentado no futuro", afirmou Mariana Mortágua.




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