Política BE diz que defesa da educação não se faz apenas com boa vontade

BE diz que defesa da educação não se faz apenas com boa vontade

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, afirmou este domingo, em reacção à mensagem de Natal do primeiro-ministro, que a defesa da educação não se faz apenas "com boa vontade", é necessário investir.
BE diz que defesa da educação não se faz apenas com boa vontade
Miguel Baltazar
Lusa 25 de dezembro de 2016 às 22:19

A defesa da educação não se faz apenas "com boa vontade ou com medidas pontuais. É preciso investimento", disse a eurodeputada bloquista, sublinhando que o país continua a pagar "mais em juros da dívida" do que aquilo que gasta com o orçamento global para a educação.

 

"Precisamos de libertar recursos", reivindicou Marisa Matias, que falava na sede do Bloco de Esquerda de Coimbra, em reacção à mensagem de Natal do primeiro-ministro, António Costa, que considerou hoje a educação como a principal prioridade das famílias e da sociedade.

 

No entanto, a eurodeputada do BE reconheceu que o Governo assumiu um compromisso "com a escola pública", nomeadamente quando "decidiu começar a cessar os contratos de associação ou medidas como a gratuitidade dos manuais escolares". Apesar do compromisso assumido, Marisa Matias vincou que o "eterno problema" centra-se nos "recursos disponíveis", com o país a ter um "saldo primário muito elevado", mas sem poder usufrui-lo.

 

"A renegociação da dívida é uma questão absolutamente central", permitindo ao país "libertar recursos" para poder investir, nomeadamente na educação, notou.

 

Na reacção do BE ao discurso de António Costa, a eurodeputada frisou ainda que 2016 "provou que era possível fazer melhor do que se fez nos anos anteriores", referindo que o Governo tem de provar "de que se pode fazer melhor em 2017".

 

"Estamos contentes, mas não estamos ainda satisfeitos", resumiu, deixando ainda alguns desafios para o executivo socialista: um investimento sério na cultura, o fim das parcerias público-privadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), combate à precariedade não só no sector público como no privado e ainda um incremento da contratação colectiva.

 

Na sua mensagem de Natal enquanto líder do Governo, António Costa optou por inovar, gravando a sua intervenção não como habitualmente a partir da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, mas sim tendo como palco o Jardim de Infância do Lumiar, em Lisboa.

 

"Quero assim sublinhar que - tal como no Natal - as crianças têm de estar todos os dias no centro das nossas preocupações e que a sua educação tem de ser a primeira das nossas prioridades, enquanto famílias e enquanto sociedade", justificou António Costa.

 

Na sua mensagem, o primeiro-ministro sustentou que o conhecimento "é a chave do futuro", razão pela qual o seu Executivo fixou como "objectivo fundamental generalizar o ensino pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos de idade" e "lançar o programa Qualifica, dirigido especialmente à educação e formação dos adultos".

 

António Costa defendeu ainda que a pobreza e a precariedade laboral são "as maiores inimigas de uma melhor economia".

 

 




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comentários mais recentes
olholisto 26.12.2016

oh filha estamos mais tesos que os tesos .Se queres negociar a divida o que será dos bancos e dos portugueses.?

Anónimo 26.12.2016

A presidenta diz bem,mas eu pergunto com que dinheiro?Se o pouco(nada)que havia foi destribuido de avioneta pelos publicos,agora resta-nos chupar no dedo sra. presidenta,se vires que e pouco,arranja-te la por africa.

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