Economia BE insiste em audições no parlamento num alerta "mais profundo" sobre acordos com IPSS

BE insiste em audições no parlamento num alerta "mais profundo" sobre acordos com IPSS

O BE defendeu hoje que o caso da associação Raríssimas leva a um alerta "mais profundo" sobre a fiscalização à cooperação do Estado com instituições de solidariedade e insistiu na audição da secretária de Estado da Segurança Social.
BE insiste em audições no parlamento num alerta "mais profundo" sobre acordos com IPSS
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 12 de dezembro de 2017 às 18:20

"Este caso levanta um alerta muito mais profundo. É preciso haver toda a investigação sobre este caso, mas nós perderíamos uma oportunidade, se este alerta que é lançado a partir deste caso não contribuísse para discutirmos um problema mais profundo, que é a fiscalização dos protocolos de cooperação da Segurança Social com instituições privadas", defendeu o deputado José Soeiro, em declarações aos jornalistas no parlamento.

 

Face à demissão do secretário de Estado da Saúde, que manteve no passado um contrato com a Raríssimas, e à saída da directora daquela instituição privada, o deputado do BE disse que as "demissões foram feitas por pessoas que estão na plena posse de toda a informação e que, na plena posse de toda a informação, consideraram que deviam demitir-se".

 

Questionado sobre a imagem do ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, que foi presidente da Assembleia-geral da Raríssimas entre 2013 e 2015, José Soeiro respondeu que o governante exerceu uma função não remunerada e lembrou que, na segunda-feira, foi anunciada a abertura de um inquérito.

 

"O ministro Vieira da Silva, tanto quanto se sabe, enfim, era uma função não remunerada, e disse que ia abrir um inquérito profundo a esta situação. É preciso que esse inquérito seja realmente feito, é preciso que seja feito até às últimas consequências, e que sejam conhecidos os resultados", disse

 

O BE vai insistir, na quarta-feira, na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social para que sejam agendadas as audições já aprovadas em Julho da secretária de Estado da Segurança Social e responsáveis da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, União de Misericórdias e União das Mutualidades.

 

A fiscalização do cumprimento dos acordos de cooperação do Estado com as Instituições Particulares de Solidariedade Social é o objecto dessa audição.




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