Orçamento do Estado BE para o PS: "Voltar atrás com a palavra dada é o pior que a política pode dar às pessoas"

BE para o PS: "Voltar atrás com a palavra dada é o pior que a política pode dar às pessoas"

O arranque do último dia de debate do Orçamento do Estado para 2018 foi quente, com o Bloco a pedir explicações ao PS por levar de novo a votos a contribuição sobre a energia renovável.
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Marta Moitinho Oliveira 27 de novembro de 2017 às 15:38

O último dia de debate do Orçamento do Estado para 2018 começou com o Bloco de Esquerda a desafiar o PS a dizer se vai mudar o sentido de voto sobre a nova contribuição sobre as empresas de energia renovável, depois de na sexta-feira o PS ter aprovado a proposta bloquista. 

"Quer o PS alterar o seu sentido de voto? E quer porquê?", a pergunta foi deixada pelo bloquista Jorge Costa depois de ter afirmado que "voltar atrás com a palavra dada é o pior que a política pode dar às pessoas". 

Jorge Costa explicou que a nova taxa proposta pelo Bloco foi negociada "passo a passo com o Governo". 

Luís Testa, o deputado do PS que respondeu a Jorge Costa, não explicou como o PS vai votar mas elencou uma lista de medidas que o Governo tem tomado e que pretendem ajudar os consumidores, entre elas o alargamento da tarifa social na electricidade. 

O suspense vai assim manter-se até à nova votação desta proposta marcada para esta tarde.

O Parlamento aprovou uma nova taxa que se aplicará aos produtores de energia renovável que estão isentos do pagamento da contribuição extraordinária sobre o sector energético (CESE), com o objectivo de reduzir o défice tarifário. O objectivo é que os operadores que tenham sido licenciados sob regime especial – o que significa que têm remunerações garantidas – sejam todos abrangidos pela contribuição.

O PS pediu para repetir esta segunda-feira a votação.









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