Economia BE quer "coragem" do Governo para baixar conta da luz em 2018 com corte nas rendas

BE quer "coragem" do Governo para baixar conta da luz em 2018 com corte nas rendas

A coordenadora do BE, Catarina Martins, exigiu esta segunda-feira ao Governo "coragem" para cortar nas rendas excessivas da energia e assim permitir que já em 2018 a conta da luz baixe pela primeira vez em Portugal.
BE quer "coragem" do Governo para baixar conta da luz em 2018 com corte nas rendas
Lusa 25 de setembro de 2017 às 23:43

Num jantar comício da campanha autárquica, em Setúbal, Catarina Martins trouxe um tema antigo pelo qual o BE se bate, antecipando que, esta semana, a Entidade Reguladora dos Serviços Energético (ERSE) "vai dizer o que é que se pode fazer com os contratos CMEC" (Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual), ou seja, "como é que se podem baixar os valores que estão a ser pagos porque se chegou à conclusão que se está a pagar muito mais do que devia".

 

"Esta semana, a entidade reguladora dá a possibilidade ao Governo de cortar nas rendas da energia e, portanto, nos próximos dias, o Governo será confrontado com a seguinte escolha: ter a coragem de cortar nas rendas da energia para assim proteger os consumidores e fazer baixar a conta da luz ou deixar tudo na mesma", atirou.

 

A líder do BE foi peremptória na exigência de que "não se desperdice esta oportunidade" porque "a conta da luz pode baixar pela primeira vez em 2018" se houver "a coragem de acabar com o excesso nas rendas dos CMEC".

 

"Esta semana, a ERSE vai fazer as contas aos CMEC, que são uma sigla que as pessoas conhecem porque andam em processos judiciais para trás e para a frente, mas há também um problema político para resolver - independentemente do caminho dos tribunais - que é estes contratos serem um verdadeiro assalto na conta da luz", explicou.

 

A 14 de Junho, o parlamento já tinha aprovado, com a abstenção do PSD, o projecto de resolução do BE que recomendava ao Governo que eliminasse as rendas excessivas no sector eléctrico, em particular, nos CMEC. "Sabem como o BE se bateu para que a tarifa social da energia passasse a ser automática e assim passou das 80 mil famílias para 800 mil famílias", recordou ainda.

 

No entanto, o BE quer ir mais longe para "não só proteger os mais vulneráveis" como "fazer baixar a conta da luz para toda a gente em Portugal". "Porque a conta da luz é um sorvedouro de salários e pensões para dar um lucro inaceitável à EDP e às energéticas", justificou.

 

Segundo Catarina Martins, "aquilo com que o país sabe que conta é com a enorme determinação do BE para este passo de justiça que é parar com os abusos das eléctricas e ter contas da luz mais comportáveis para as famílias".

 

"Esta conta da luz é tao pesada porque ao longo dos anos foram feitos contratos ruinosos com as energéticas, fruto daquela porta giratória entre os governos e o conselho de administração das empresas, e anos e anos de governos PS, PSD e CDS criaram as rendas excessivas no sector energético que são um assalto na conta da luz de todas as famílias", explicou.

 

Na ementa do jantar-comício em Setúbal, estiveram ainda as questões autárquicas, tendo a líder bloquista afirmado que cada voto no BE "é uma voz em nome de quem tem menos" e o "compromisso de mandatos inteiros". "Aqui na margem sul teremos mais vereadores", disse, confiante que "a força do Bloco vai tornar as autarquias mais exigentes".




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