Política BE quer "decência" nos salários dos gestores públicos

BE quer "decência" nos salários dos gestores públicos

A líder bloquista afiança que o seu partido está "a trabalhar para que haja decência" no caso dos salários dos gestores públicos, e defendeu a alteração da legislação por "discordar dos salários e da falta de escrutínio".
BE quer "decência" nos salários dos gestores públicos
Miguel Baltazar
Lusa 24 de Outubro de 2016 às 15:26
A coordenadora do BE, Catarina Martins, disse esta segunda-feira, 24 de Outubro, que o partido está "a trabalhar para que haja decência" no caso dos salários dos gestores públicos, defendendo a alteração da legislação por "discordar dos salários e da falta de escrutínio".

"O Governo fez o que queria fazer, mas acho que nesta altura o Governo já terá percebido que o incómodo não será só do BE ou de um ou outro partido, é um incómodo nacional para uma situação que é insustentável. Estão mais que reunidas as condições para corrigir isto", sublinhou a dirigente do Bloco.

Catarina Martins, que falava à saída de uma reunião no Hospital de São João do Porto para conhecer o plano de contingência para a gripe, comentava o caso do salário do presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António Domingues, que vai auferir 423 mil euros por ano.

"O Governo, não passando pelo parlamento, fez um Decreto-lei que altera o estatuto dos gestores públicos, retirando do estatuto dos gestores públicos aqueles que estão sob jurisdição do BCE [Banco Central Europeu]. Ou seja, deixou de estar sob as regras do nosso país para escrutínio e passa a poder acontecer tudo, quando estão sob a alçada o BCE, como é o caso da CGD", disse.

Catarina Martins lembrou que "esta alteração foi feita no verão e não passou pelo parlamento. Foi do Governo directamente para o Presidente da República, foi promulgada e é a legislação que temos".

"O BE já disse que não concorda com esta legislação, que tem de ser mudada, que não aceitamos nem os salários e muito menos falta de escrutínio. Já dissemos que o parlamento terá de se pronunciar sobre esta legislação e vamos obrigar a uma votação muito em breve sobre esta matéria. Não há ninguém no país que consiga compreender os salários milionários mas muito menos se pode aceitar a falta de escrutínio", frisou.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Muitos do BE saíram porque já têm a reforma adquirida da AR, agora os novos vão sair quando a reforma chegar e assim sucessivamente, eles descobriram uma boa maneira de mamar na teta do Estado...mas não são só eles, os velhos que ainda lá estão, são mais masoquistas e egoístas.

Anónimo Há 1 semana

Mais um teatro do faz de conta, no final vai ficar calada e os salários já foram e com poucos anos fica reformada da AR com mais de 8000€ limpos, assim também sou revolucionaria como tantos outros que estão agora no bem bom com reformas chorudas, a AR devia ser chamada Teatro D. Maria ou D. Carlos.

Rui Delvas Há 1 semana

A decência que tu não tens. Suja.

Antonio Sousa Há 1 semana

Catarina, diz ao povo o nome do colégio onde estuda a tua filha....

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