Política BE quer mudança orçamental para que não se mercantilize espaços como o Panteão Nacional

BE quer mudança orçamental para que não se mercantilize espaços como o Panteão Nacional

O BE defendeu hoje o apuramento de "todas as responsabilidades" sobre o uso do Panteão Nacional para jantares como o da Web Summit, mas considerou essencial mudar de filosofia orçamental para que não haja mercantilização de espaços como este.  
BE quer mudança orçamental para que não se mercantilize espaços como o Panteão Nacional
Sara Matos/Negócios
Lusa 12 de novembro de 2017 às 14:20

A polémica em torno da realização de um jantar exclusivo de convidados da Web Summit no Panteão Nacional levou o Governo a classificar esta utilização para eventos festivos como "absolutamente indigna", tendo decidido alterar a lei que o permite, opção que o Presidente da República já considerou ser "muito sensata".

 

Em declarações à agência Lusa, o deputado do BE, José Manuel Pureza, afirmou que esta utilização do Panteão Nacional foi um "absurdo, um disparate, uma coisa ignóbil" e defendeu que sejam apuradas "todas as responsabilidades" e tiradas "daí todas as consequências que houver a tirar".

 

"Porque é que um espaço como o Panteão Nacional pode ser aberto, de acordo com um despacho do anterior Governo, a eventos sociais, de natureza privada? A única razão é arrecadar receita. E isso diz tudo sobre o que é, neste momento, a gestão da política cultural - incluindo a de património - que o Estado faz", explicou.

 

Por isso, para o bloquista, o essencial é "mudar de orientação" em termos orçamentais, para que deixe de ser preciso "arrecadar receitas de festas para poder manter um Panteão Nacional".

 

"Acho que o Governo, ao decidir mudar este regulamento, fez o que precisa ser feito. Há uma autorização que foi dada? Apurem-se as responsabilidades, mas só com a condição que isso não sirva para deixar de fazer o essencial: que não se mercantilizem espaços que não podem ser mercantilizados", defendeu.

 

A responsabilidade colectiva, na opinião de José Manuel Pureza, passa por "afetar recursos através do Orçamento do Estado à gestão do património e à política cultural".

"Nos últimos anos o orçamento para a cultura, incluindo para o património, tem sido qualquer coisa de inaceitável", criticou.

 

Para o deputado do BE, "o essencial é mudar de filosofia, de orientação porque não é admissível que se faça um evento privado, muito menos uma festa, num espaço como este" distinguindo cerimónias de Estado de "eventos, de natureza privada, comercial e festiva".




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comentários mais recentes
A Geringonça tem 2 anos. Certo? Há 5 dias

Ao longo destes 2 anos quantos eventos (incluindo jantares foram autorizados pelo governo no Panteão?
...Já lhe ouvi chamar muita coisa, mas isto não é mais do que puro aproveitamento político ... ou será pura ignorância também?

Ciifrão Há 5 dias

O BE está sempre a cuspir no prato onde come. Devem pensar que o dinheiro cai do céu, tal como as criancinhas.

Dono dos Burros Há 5 dias

Vão acabar mal. O BE é o defensor dos panascas em Portugal. Chamar mercantilismo a esta performance gay, é estar a pedir BSDM nas eleições. Depois não digam que não vos avisei. O próximo jantar desta coisa, já está mercado, vai ser numa casa de alterne. A AR da Dona República ali a São Bento.

General Ciresp Há 5 dias

Tivemos esta semana 3 noticias de nos ARRASAR:os d animados(web summit)a largata na cantina escolar e o selfie a fazer a ceia dos q andam arrebentar a cx do dinheiro durante a noite.Estou fora do pais vai para 33 anos,desde dai nunca mais comi comida quente ao meio dia e trabalho porque nas escolas.

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