União Europeia Berlim pede a parceiros europeus que evitem acordos bilaterais com EUA

Berlim pede a parceiros europeus que evitem acordos bilaterais com EUA

Na opinião do secretário de Estado alemão para a UE, Michael Roth, as relações transatlânticas baseiam-se "menos em poder" e muito especialmente em valores, compartilhados em ambos os lados do Atlântico.
Berlim pede a parceiros europeus que evitem acordos bilaterais com EUA
Reuters
Lusa 13 de fevereiro de 2017 às 10:36
O Ministério alemão dos Negócios Estrangeiros advertiu hoje os membros da União Europeia contra a tentação de procurarem acordos bilaterais com os Estados Unidos, sublinhando que estes não serão benéficos para ninguém na UE.

O secretário de Estado alemão para a UE, o social-democrata Michael Roth, afirmou numa entrevista publicada hoje pelo diário Die Welt, citado pela agência EFE, que "não seria benéfico para ninguém na Europa se alguns países individualmente se lançassem em acordos especiais" com Washington.

Na opinião do governante alemão, as relações transatlânticas baseiam-se "menos em poder" e muito especialmente em valores, compartilhados em ambos os lados do Atlântico.

Entre esses elementos comuns está a NATO, acrescentou Roth, que se mostrou confiante de que os Estados Unidos "continuarão a garantir uma aliança de segurança solidária", apesar das mensagens contraditórias que Washington tem enviado sobre este tema nas últimas semanas.

"Washington envia sinais diferentes sobre a cooperação futura com a NATO", reconheceu Roth, reconhecendo, não obstante, que o Governo alemão se sente "confiante" com o posicionamento do secretário norte-americano da Defesa, James Mattis, que qualificou como "inabalável" a relação entre os Estados Unidos e a Aliança Atlântica numa das primeiras declarações públicas logo que tomou posse.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou recentemente a NATO como uma aliança "obsoleta", colocando em dúvida a eficácia do artigo 5.º da organização, que compromete os seus membros a defenderem qualquer aliado que seja atacado por um país terceiro.

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