Mundo Bilionários ficaram 1 bilião de dólares mais ricos em 2017

Bilionários ficaram 1 bilião de dólares mais ricos em 2017

O fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, foi quem mais avançou em 2017, com um ganho de 34,2 mil milhões de dólares.
Bloomberg 30 de dezembro de 2017 às 21:13

As pessoas mais ricas do planeta ficaram 1 bilião de dólares  mais ricas em 2017, mais de quatro vezes o ganho do ano passado, porque os mercados de ações minimizaram a importância das divisões económicas, sociais e políticas e atingiram patamares recorde.

 

O aumento de 23% no Bloomberg Billionaires Index, um ranking diário das 500 pessoas mais ricas do mundo, compara com o aumento de quase 20% tanto do MSCI World Index como do Standard & Poor’s 500 Index.

 

O fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, foi quem mais avançou em 2017, com um ganho de 34,2 mil milhões de dólares. Em outubro superou o co-fundador da Microsoft, Bill Gates, e tornou-se a pessoa mais rica do mundo. Gates, de 62 anos, detinha o título desde Maio de 2013 e tem doado grande parte da sua fortuna a instituições de caridade, incluindo uma promessa de 4,6 mil milhões de dólares feita à Fundação Bill & Melinda Gates em Agosto. Bezos, cujo património líquido superava 100 mil milhões de dólares no final de Novembro, tem atualmente 99,6 mil milhões de dólares, em comparação com os 91,3 mil milhões de dólares de Gates.

 

George Soros também doou uma parte substancial de sua fortuna e revelou em Outubro que a sua family office tinha doado 18 mil milhões de dólares às suas Open Society Foundations nos últimos anos. O investidor bilionário caiu para o número 195 no ranking da Bloomberg, com um património líquido de 8 mil milhões de dólares.

 

NA terça-feira, 26 de dezembro, os 500 bilionários controlavam 5,3 biliões de dólares, em comparação com 4,4 biliões de dólares em 27 de dezembro de 2016.

 

"Faz parte do segundo bull market mais robusto e mais longo da história", disse Mike Ryan, director de investimentos para o continente americano da UBS Wealth Management, em 18 de Dezembro. "De todas as orientações que fornecemos às pessoas durante este ano, o conselho mais importante foi não deixar de investir."

 

Vencedores

Os 38 bilionários chineses no índice da Bloomberg somaram 177 mil milhões de dólares em 2017, um ganho de 65% que foi o maior entre os 49 países representados. O número de bilionários asiáticos superou o total dos EUA pela primeira vez, de acordo com um relatório do UBS Group e da PricewaterhouseCoopers.

 

Ao todo, os 440 bilionários do índice que aumentaram sua fortuna em 2017 ganharam um total de US$ 1,05 biliões de dólares


 

Perdedores

A fortuna do bilionário francês das telecomunicações Patrick Drahi caiu 4,1 mil milhões de dólares, para 6,3 mil milhões de dólares, uma queda de 39%.

 

Sessenta bilionários caíram no ranking, incluindo o retalhista sul-africano Christo Wiese, cuja fortuna caiu de um pico de 7,7 mil milhões de dólares, em Agosto de 2016, para 1,8 mil milhões de dólares depois da divulgação de notícias sobre um escândalo contabilístico na Steinhoff International Holdings no dia 5 de Dezembro.

 

Ao todo, os 58 dos 500 bilionários cujas fortunas diminuíram em 2017 perderam um total de 46 mil milhões de dólares.

 

Novos ricos

O índice da Bloomberg descobriu 67 bilionários escondidos em 2017.O magnata brasileiro Mário Araripe, que construiu uma fortuna de 1,3 mil milhões de dólares com a Casa dos Ventos, maior empresa de desenvolvimento eólico da América Latina, foi entrevistado em Abril. Henry Laufer, da Renaissance Technologies, foi identificado com um património líquido de 4 mil milhões de dólares em Abril. Robert Mercer, de 71 anos, que pretende renunciar ao cargo de coCEO do fundo de negociação mais lucrativo do mundo a 1 de janeiro, não pôde ser confirmado como bilionário.

 

Com o aumento da riqueza a novos patamares, talvez os bilionários não demorem para perceber que mil milhões de dólares de dólares já não compra tanto quanto antigamente. O preço de uma moradia superou 300 milhões de dólares, o custo de um divórcio chegou a mil milhões de dólares e um quadro redescoberto de Leonardo da Vinci foi vendido por 450,3 milhões de dólares num leilão da Christie’s em Novembro, a obra de arte mais cara já vendida.




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comentários mais recentes
Ciifrão 31.12.2017

Na América dar para a caridade tem muitos benefícios fiscais, os que o fazem como o Gates não é por serem caridosos.

General Ciresp 30.12.2017

Se a memoria nao me atraicou-a Bill Gats deu a volta de 10% da sua riqueza a instituicoes de caridade num passado recente.Tao bom seria q este Jeff tivesse a mesma atitude,afinal o cheiro da guita ha-de-o incomodar.Curioso se este homem ou outro do mesmo tamanho tivesse a guita nos panama papers....