Política Bloco critica Passos Coelho por defender Altice em vez de trabalhadores

Bloco critica Passos Coelho por defender Altice em vez de trabalhadores

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, criticou Pedro Passos Coelho por este afirmar que “nenhum governante pode dizer mal da Altice” em vez de defender os 3.000 trabalhadores que a empresa quer despedir.
Bloco critica Passos Coelho por defender Altice em vez de trabalhadores
Miguel Baltazar
Lusa 15 de julho de 2017 às 10:11

"Diz ele [o presidente do PSD] que está mal despedir mais de 3.000 trabalhadores da mesma empresa que está a anunciar negócios milionários? Não. Diz que nenhum governante pode dizer mal da empresa", afirmou a líder bloquista, enquanto discursava na apresentação do candidato do partido a Vila Real.

Catarina Martins questionou mesmo: "onde isto já chegou?".

"Defender os direitos dos 3.000 trabalhadores a serem despedidos nunca, porque o que não se pode nunca fazer é ofender qualquer empresa que queira entrar pelo nosso país adentro, para fazer os negócios que quiser, ainda que no caminho despedace a nossa capacidade produtiva e as nossas maiores empresas e as nossas infraestruturas", ironizou.

Para a deputada, estes são "tempos difíceis e complicados".

"Nós temos dito que se pode e se deve parar o que a Altice está a fazer e estamos a trabalhar para isso", frisou.

No entanto, sublinhou que é preciso "essa determinação de não ter nunca a subserviência a quem tem mais dinheiro e saber sempre que a política é a resposta a quem cá vive" e essa não é, na sua opinião, "uma diferença pequena".

"Essa é toda a diferença no mundo na construção de um projecto", sustentou.

Catarina Martins lembrou que a Altice, ao mesmo tempo que anuncia a "capacidade financeira para fazer aquilo que designou como o maior negócio deste género já feito, ao comprar um grupo de comunicação social, diz que quer despedir" trabalhadores.

Com isso está, frisou, a "atacar" todas as pessoas que trabalharam na empresa e "está a desmantelar uma empresa estratégica para a economia que foi construída pelo investimento público".

A Altice, grupo que comprou há dois anos a PT Portugal, anunciou que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da TVI, entre outros meios, numa operação que a empresa espanhola avalia em 440 milhões de euros.




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mais votado Skizy Há 1 semana

A altice vai despedir 3000 empregados. E zero trabalhadores. Passos defendeu apenas k nao sigamos o exemplo venezuelano de ataque ao sector privado k pos o povo todo a fome.

comentários mais recentes
É só disfarçar Político Há 6 dias

Está sempre indiretamente a apoiar o PSD, depois disfarça assim com umas bocas, é sempre a 1ª a pôr problemas à Geringonça, não me Admira se um dia disputar a Liderança do PSD.

António Há 1 semana

Politicamente correcto eu vos digo ( a todos os partidos).
Vão todos à badamerda.
Chulos, parasitas, oportunistas, vigaristas, aldrabões, mentirosos.
São mestres bem falantes com qualificação para enganar o povo.
Governam-se à custa do povo e ainda se dizem explorados e mal pagos.

DJ viajante Há 1 semana

O BE continua a nao entender que o dia a dia é uma equação em que o trabalhador tem direitos mas a empresa tambem. Ambos teem de sobreviver. Hoje, em Portugal as empresas nao sobrevivem, morrem e mataram, bancos e pessoas. Elas faliram porque tanto empresas quanto trabalhadores nao foram capazes de acompanhar o tempo em que vivemos. A defesa pura do trabalhador tem de ser revista periodicamente porque hoje o mundo avanca a velocidade da internet. Costa percebeu e nao reverteu a reforma laboral tirando grande vantagem politica dela mas o pais nao pode viver somente de funcionários e turismo. Mais reformas, mais liberdade, mais justiça e mais controle.

Anónimo Há 1 semana

Na Finlândia, os sindicatos, as empresas e o governo sentaram-se a uma mesma mesa e concluíram o que sempre souberam ser a verdade, ou seja, que a riqueza, o elevado nível de vida e a criação de valor não se decretam. O que se decreta é que as forças de mercado, os avanços tecnológicos e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos não podem ser postas em causa por motivações iníquas, injutificáveis e insustentáveis afectas a determinados grupos de interesse sindical ou corporativo. É o oposto da mentalidade portuguesa e grega: "the heart of the deal is that pay and employment costs will be determined by four factors: productivity, public sector sustainability, employment and competitiveness." yle.fi/uutiset/osasto/news/union_confederation_accepts_finnish_model/8736547

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