Economia Bloco de Esquerda insta Governo a acabar com PPP do Hospital de Braga

Bloco de Esquerda insta Governo a acabar com PPP do Hospital de Braga

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, instou o Governo a acabar com a parceria público-privada (PPP) de gestão do Hospital de Braga, e defendeu que o sector privado da saúde deve viver com dinheiro privado.
Bloco de Esquerda insta Governo a acabar com PPP do Hospital de Braga
Correio da Manhã
Lusa 05 de agosto de 2017 às 13:02

Para Catarina Martins, os dinheiros públicos "devem ser concentrados" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e na gestão pública. "Até ao final do ano, o Governo tem a possibilidade de acabar com a PPP de gestão do Hospital de Braga", referiu a líder do Bloco este sábado, durante uma visita ao mercado municipal daquela cidade.

 

Segundo um despacho publicado na sexta-feira em Diário da República, o Governo decidiu lançar um concurso público para estabelecimento de uma nova parceria público privada (PPP) para a gestão clínica do Hospital de Braga. Uma gestão que actualmente é assegurada pela José de Mello Saúde, num contrato que termina a 31 de Agosto de 2019.

 

Para Catarina Martins, as PPP na saúde são "um erro" e o Bloco não vai desistir de lutar contra elas. "O setor privado da saúde deve viver com dinheiro privado, não podemos continuar a ter um setor privado da saúde que vive à conta do erário público", defendeu.

 

Disse ainda que "não houve nada que os privados trouxessem de melhor" para a gestão dos hospitais. "Pura e simplesmente, o Estado gasta a pagar a um intermediário privado. O modelo das PPP foi muito lesivo para as contas públicas do país", acentuou.

 

Acrescentou que há "demasiados mecanismos a engrossar" o sector privado da saúde, como as PPP e contratualizações, e defendeu que tem de haver "um debate público e forte" sobre a matéria, em nome do SNS. "Travar PPS, contratualizações em excesso e outras formas de os privados viverem com o erário público é matéria essencial para que SNS possa responder a toda a gente", rematou.




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